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Estados Insulares africanos querem ter “ação conjunta e assertiva” na cena internacional

Os pequenos Estados Insulares em desenvolvimento querem ter uma “ação conjunta, assertiva e frutífera” na cena internacional e uma melhor inserção nos eixos de desenvolvimento africano plasmados na Agenda 2063, defendeu o primeiro-ministro cabo-verdiano.

Praia, 17 dez (Lusa) – Os pequenos Estados Insulares em desenvolvimento querem ter uma “ação conjunta, assertiva e frutífera” na cena internacional e uma melhor inserção nos eixos de desenvolvimento africano plasmados na Agenda 2063, defendeu hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano.


Ulisses Correia e Silva falava, na cidade da Praia, na abertura da I Conferência Ministerial dos Estados Insulares Africanos em Desenvolvimento, considerando que esta é a “condição básica” para a perenização da organização.


“Existe, entre os Estados-membros do grupo, uma forte vontade política de juntar as forças e partilhar as experiências de desenvolvimento e de interação com as organizações regionais e internacionais”, defendeu o chefe do Governo cabo-verdiano.


Além de Cabo Verde, a conferência da Praia conta com a presença de representantes de todos os outros Estados Insulares africanos em desenvolvimento, nomeadamente Comores, Guiné-Bissau, Madagáscar, Maurícias, São Tomé e Príncipe e Seychelles.


O primeiro-ministro cabo-verdiano disse que os pequenos Estados Insulares querem, ainda, uma “robusta capacitação” das instituições e dos recursos humanos e ter mais capacidade de construir parcerias para tirar proveito das suas potencialidades.


“Juntos, os nossos países serão mais fortes e terão maior capacidade para suprir as suas vulnerabilidades e criar resiliência”, sublinhou, apontando como vulnerabilidades dos Estados Insulares africanos os fracos recursos naturais e minerais e os efeitos das alterações climáticas.


“A problemática da vulnerabilidade dos pequenos Estados Insulares deve ser erigida como uma prioridade mundial para a sustentabilidade do nosso planeta comum. Somos pequenos, mas a nossa voz deve ser forte e ruidosa, se necessário”, prosseguiu o primeiro-ministro de Cabo Verde, que assume a presidência rotativa da organização.


Segundo Ulisses Correia e Silva, para uma melhor integração da África na produção e comercialização mundial de bens e serviços, a economia do conhecimento deve ser a “base e o motor do progresso”.


As ideias do primeiro-ministro foram corroboradas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares, dizendo que os Estados Insulares africanos querem o esforço da comunidade internacional para mobilizar recursos.


O governante disse que o grande desafio desses países é delinear uma estratégia compatível com a agenda internacional e espera que “sejam ouvidos” no quadro da União Africana e de outros fóruns internacionais.


A coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson, salientou a importância dos pequenos Estados Insulares apresentarem programas conjuntos no quadro da União Africana e das diferentes agendas mundiais.


Ulrika Richardson apontou as alterações climáticas como um dos problemas dos Estados Insulares, apelando, por isso, a um “compromisso político internacional” e assumiu o compromisso da ONU em continuar a ajudar os Estados nos esforços de desenvolvimento.


A conferência ministerial, que vai decorrer durante todo o dia, vai terminar com uma Declaração da Praia sobre as estratégias a serem seguidas pelos Estados Insulares africanos.



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