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Escritor nigeriano Wole Soyinka deita fora “carta verde” após vitória de Trump

O escritor nigeriano e prémio Nobel da Literatura Wole Soyinka anunciou ter deitado fora a sua autorização de residência permanente nos Estados Unidos em reação à recente eleição de Donald Trump para a Casa Branca.

Joanesburgo, 01 nov (Lusa) — O escritor nigeriano e prémio Nobel da Literatura Wole Soyinka anunciou hoje ter deitado fora a sua autorização de residência permanente nos Estados Unidos em reação à recente eleição de Donald Trump para a Casa Branca.


Pouco antes do escrutínio, Wole Soyinka tinha ameaçado livrar-se da sua “carta verde” em caso de vitória do milionário devido às suas posições hostis à imigração.


“Já o fiz. (…) Fiz o que disse que faria”, declarou o escritor, de 82 anos, à agência France Presse em Joanesburgo, à margem de uma conferência sobre educação.


“Horrorizava-me pensar sobre o que ia acontecer com Trump” na presidência dos Estados Unidos, adiantou.


O primeiro africano a ser galardoado com o Nobel da Literatura, em 1986, tem ensinado em várias universidades norte-americanas, incluindo Harvard, Cornell e Yale.


“Quando acabei (as aulas), deitei fora a carta e reinstalei-me” permanentemente na Nigéria, disse ainda.


Autor de cerca de seis dezenas de romances, peças de teatro e poemas, Wole Soyinka não pretende, no entanto, “desencorajar os nigerianos ou quem quer que seja” de se candidatar a uma “carta verde”, que concede o estatuto de residência permanente nos Estados Unidos.


“É útil de várias maneiras. (…) Mas estou farto”, disse.


Nos anos 1960, Wole Soyinka passou 22 meses na prisão durante a guerra civil na Nigéria.



PAL // CSJ


Lusa/fim


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