Cristas insiste que a sua lei das rendas dinamizou o mercado e reabilitação urbana

Cristas insiste que a sua lei das rendas dinamizou o mercado e reabilitação urbana

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu que a lei das rendas de que foi responsável no anterior Governo dinamizou o mercado de arrendamento e a reabilitação urbana, agora revertida como marca do imobilismo do primeiro-ministro, António Costa.

Lisboa, 12 abr (Lusa) – A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu hoje que a lei das rendas de que foi responsável no anterior Governo dinamizou o mercado de arrendamento e a reabilitação urbana, agora revertida como marca do imobilismo do primeiro-ministro, António Costa.


“Se hoje pode falar de reabilitação, se hoje pode falar de mercado de arrendamento na cidade de Lisboa, tem a ver com esta reforma”, defendeu Assunção Cristas, no debate quinzenal no parlamento.


A líder centrista voltou a insistir na linha argumentativa que tinha usado na segunda-feira, num encontro com jornalistas enquanto candidata à Câmara de Lisboa, defendendo os méritos da lei do arrendamento que fez no executivo PSD/CDS-PP e culpando o atual Governo por não querer pagar o subsídio de renda dos inquilinos mais idosos, como tinha ficado estipulado.


Acusada pelo primeiro-ministro de ter criado um subsídio para vigorar cinco anos depois, quando já não estivesse no Governo, e que sabia não teria cobertura orçamental para pagar, Cristas pegou nas palavras de António Costa: “Fugiu-lhe a boca para a verdade. Não tem cobertura orçamental para pagar o subsídio de renda”.


“Ao contrário do anterior Governo, que contentou um período transitório de cinco anos precisamente para poder medir e saber qual o universo de que se estava a falar: mais de 7.181 contratos anteriores a 1990, num total de 115 mil contratos anteriores a 1990”, disse.


A líder centrista sublinhou tratar-se de “uma pequena parte, que teria um custo estimado de alguns milhões de euros, mas que, pelos vistos, não está disponível para pagar”.


“À reforma prefere a reversão e o imobilismo, prefere voltar a fazer aquilo que durante muitas décadas foi feito e que tanto penalizou Lisboa e o Porto que é deixar a cidade degradada”, acusou.


Voltando a recorrer a gráficos nas suas prestações em debates quinzenais, Assunção Cristas disse que o valor médio das rendas atualmente é igual ao de 2010, tendo aumentado apenas em algumas freguesias, e frisou que “o número de ofertas de arrendamento no mercado subiu e subiu de forma significativa”.


“Isto é resultado da reforma do arrendamento que o senhor está a comprometer quando não aceita cumprir o que estava previsto na lei e prefere voltar a pôr a cargo dos senhorios política social que deveria ser o Governo a pagar. É uma vergonha e fica como marca do seu imobilismo e pouca vontade reformista”, argumentou.


O primeiro-ministro respondeu que a principal preocupação da líder centrista é defender a sua reforma enquanto ministra e convidou-a a libertar-se do passado: “Venha para o presente, porque é a única condição de ter muito futuro, como merece ter”.



ACL // VAM


By Impala News / Lusa


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