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Cristas diz que contas na ordem “é positivo” mas aponta “degradação dos serviços públicos”

A presidente do CDS-PP defendeu que é positivo que “as contas estejam em ordem” mas sublinhou a necessidade de “perceber como é que se alcança um défice deste tipo”, apontando para a “degradação dos serviços públicos”.

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Lisboa, 23 dez (Lusa) – A presidente do CDS-PP defendeu hoje que é positivo que “as contas estejam em ordem” mas sublinhou a necessidade de “perceber como é que se alcança um défice deste tipo”, apontando para a “degradação dos serviços públicos”.


“É certamente positivo que as contas estejam em ordem, porém é necessário perceber como é que se alcança um défice deste tipo e quanto ouvimos e percebermos a degradação dos serviços públicos, vítimas de cativações, que são cortes cegos, certamente que ficamos preocupados”, afirmou Assunção Cristas.


A líder centrista falava no Palácio de Belém, à saída de um encontro com o Presidente da República, que pediu para “desejar festas felizes” a Marcelo Rebelo de Sousa e também “para fazer um balanço” do ano de “intenso trabalho numa oposição firme ao Governo” e “sinalizar preocupações sérias, designadamente ao nível da degradação dos serviços públicos”.


“Há vários domínios em que sentimos que houve uma compressão de despesa que não corresponde a uma despesa controlada e sustentável, mas a cortes cegos que degradam os serviços públicos, o contrário do que tinha sido apregoado pelo PS na oposição e em campanha eleitoral”, afirmou.


A educação, saúde e transportes foram as áreas que Assunção Cristas destacou, estando acompanhada na audiência com o Presidente pelo vice-presidente do CDS Adolfo Mesquita Nunes e o líder parlamentar, Nuno Magalhães.


O défice das Administrações Públicas atingiu 4.335,8 milhões de euros até novembro em contas públicas, a ótica de caixa, menos 393,8 milhões de euros ao registado em igual período de 2015, divulgou hoje a DGO.


De acordo com a síntese de execução orçamental até novembro divulgada hoje pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), o défice orçamental melhorou 393,8 milhões de euros nos 11 meses deste ano face ao mesmo período de 2015, diminuindo de 4.729,6 milhões de euros para 4.335,8 milhões de euros.


“Esta evolução resultou de um crescimento da receita (1,9%) superior ao da despesa (1,3%), tendo o saldo primário sido excedentário em 3.645,7 milhões de euros, superior em 713 milhões de euros ao registado no período homólogo”, destaca a entidade liderada por Manuela Proença.



ACL (SP) // SMA


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