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Comerciantes de Lisboa estão otimistas com vendas de Natal e destacam consumo de turistas

Os comerciantes lisboetas das zonas da Baixa e do Chiado estão otimistas e esperançados em relação às vendas de Natal, perspetivando um aumento em relação ao ano passado, devido essencialmente ao consumo dos turistas.

Lisboa, 14 dez (Lusa) — Os comerciantes lisboetas das zonas da Baixa e do Chiado estão otimistas e esperançados em relação às vendas de Natal, perspetivando um aumento em relação ao ano passado, devido essencialmente ao consumo dos turistas.


Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP), Manuel Sousa Lopes, disse que “há esperança de crescimento” das vendas da época natalícia, mas “nunca com números que possam surpreender”, uma vez que o poder de compra dos portugueses continua aquém do desejado.


“Embora saibamos que a quadra natalícia é uma quadra de família, em que a família, quer queiramos, quer não, tem sempre disponibilidade e tendência para comprar […], não podemos enjeitar que o turismo, mesmo num período de Natal, ainda é um bom consumidor”, sublinhou Manuel Sousa Lopes.


Com perspetivas semelhantes, o presidente da Associação de Valorização do Chiado (AVChiado), Victor Silva, afirmou que os comerciantes estão “otimistas” com as vendas de Natal, prevendo-se um crescimento “entre os 5% e os 10%” em relação ao ano passado.


“Temos como ponto de referência a ‘Black Friday’ [sexta-feira com descontos], em que, este ano, se notou um aumento significativo”, revelou Victor Silva.


O reforço nas iluminações natalícias deste ano é um dos principais aspetos que fazem ‘mexer’ o comércio na Baixa e no Chiado, atraindo as famílias lisboetas, bem como os turistas portugueses e estrangeiros, apontaram os responsáveis das associações ADBP e AVChiado.


“Há um reforço no turismo, nota-se mais turismo de inverno, que era algo a que não estávamos habituados. Este turismo traz movimento fora dos horários típicos comerciais, ou seja, as pessoas andam à noite e fazem compras, jantam no Chiado e passeiam […], portanto isto traz mais receitas para os estabelecimentos que abrem e há mais aberturas, há mais lojas abertas fora dos horários típicos”, declarou o representante da AVChiado.


Os comerciantes pretendem ainda contar com “o fator de que o Chiado está na moda, quer o Chiado, quer a Baixa”, referiu Victor Silva, considerando que “a zona histórica, toda ela, está mais apetecível”.


“As pessoas vêm para a zona histórica, não vão apenas para os centros comerciais e isso, obviamente, que traz mais gente este ano às ruas. Até se aconselha as pessoas a virem de metro, porque há filas de trânsito, por vezes”, indicou o presidente da AVChiado.


Apesar das perspetivas de crescimento das vendas de Natal, os comerciantes da Baixa e do Chiado sentem ainda “sinais da crise económica” no consumo dos portugueses.


De acordo com o presidente da ADBP, as famílias portuguesas estão a ser “mais prudentes do que eram há anos”, optando por “comprar aquilo de que precisam e não aquilo que, eventualmente, querem ou gostariam de comprar”.


“Estamos a viver uma realidade mais modesta, estamos a trabalhar no preço: as ‘Black Friday’, os saldos, as promoções fora de época”, afirmou o representante da AVChiado, garantindo que se conseguem números de crescimento de vendas, mas “à base também de menores margens” de lucro.


Neste sentido, Victor Silva reiterou a importância do turismo para o comércio lisboeta, uma vez que os ordenados em Portugal “não aumentaram significativamente” e “os portugueses estão sem poder de compra, de uma forma generalizada”.


Questionados sobre a principal procura do comércio na Baixa e no Chiado, ao longo da época natalícia, os representantes das associações destacaram o setor da restauração.


À semelhança de anos anteriores, os comerciantes lisboetas preveem que as vendas disparem nos últimos dez dias que antecedem o dia de Natal, uma vez que os portugueses, “tipicamente”, fazem compras de última hora.



SYSM // ROC



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