Catalunha: Mariano Rajoy diz que respeita as decisões judiciais alemãs

Catalunha: Mariano Rajoy diz que respeita as decisões judiciais alemãs

O primeiro-ministro espanhol afirmou que respeita todas as decisões judiciais, tanto espanholas como alemãs, e que não falou com Angela Merkel sobre a situação de Carles Puigdemont, libertado na sexta-feira de uma prisão na Alemanha.

Sevilha, 07 abr (Lusa) – O primeiro-ministro espanhol afirmou hoje que respeita todas as decisões judiciais, tanto espanholas como alemãs, e que não falou com Angela Merkel sobre a situação de Carles Puigdemont, libertado na sexta-feira de uma prisão na Alemanha.


As declarações de Mariano Rajoy surgem depois de o ex-presidente do Governo catalão Carles Puigdemont ter saído na sexta-feira da prisão alemã de Neumünster, após na quinta-feira a justiça daquele país ter decidido que poderia sair sob fiança.


Segundo a agência Efe, Mariano Rajoy, em declarações aos jornalistas em Sevilha, sublinhou que o Governo espanhol assumiu a responsabilidade de pôr em marcha o artigo 155 da Constituição para restabelecer “a legalidade” na Catalunha, referindo que, a partir de agora, é necessário que se forme um Governo, que necessita de um candidato viável e que cumpra a lei.


“O resto são decisões judiciais e sempre disse e reitero agora que as decisões judiciais são cumpridas e são acatadas”, acrescentou o governante espanhol, vincando que tanto se aceitam as decisões de tribunais espanhóis como as que são adotadas noutros países.


Segundo a agência espanhola Efe, Mariano Rajoy recordou que tanto o Supremo Tribunal como a procuradoria-geral espanhola já disseram que estão a estudar a possibilidade de recorrer ao Tribunal Europeu.


O líder independentista catalão saiu da prisão pouco antes das 14:00 (13:00 em Lisboa), depois de mais de dez dias confinado na sequência de uma detenção pela polícia alemã em cumprimento de uma ordem europeia de detenção emitida pela justiça espanhola.


A justiça espanhola acusou Puigdemont de crimes de rebelião, sedição e peculato por este ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha e organizado um referendo ilegal, a 01 de outubro de 2017, com o mesmo objetivo.



JYGA (NVI)// ATR

By Impala News / Lusa


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