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Assunção Cristas abastece o carro para exigir fim do adicional sobre imposto dos combustíveis

A presidente do CDS-PP abasteceu o automóvel em Lisboa perante os jornalistas para exigir o fim do adicional sobre o imposto dos combustíveis, sublinhando que não está a ser cumprida a neutralidade fiscal prometida pelo Governo.

Lisboa, 04 jan (Lusa) – A presidente do CDS-PP abasteceu hoje o automóvel em Lisboa perante os jornalistas para exigir o fim do adicional sobre o imposto dos combustíveis, sublinhando que não está a ser cumprida a neutralidade fiscal prometida pelo Governo.


“Começou o ano, não acabou a austeridade. No bolso dos contribuintes sente-se diariamente, semanalmente, mensalmente, o peso dos impostos indiretos, nomeadamente, deste adicional sobre o gasóleo e a gasolina”, afirmou Assunção Cristas aos jornalistas depois de abastecer com 20 euros o seu carro num posto na avenida Rio de Janeiro, em Lisboa.


A líder centrista afirmou que “não está a ser cumprido o princípio da neutralidade fiscal que foi prometida pelo Governo” e anunciou que o CDS vai voltar a apresentar no parlamento uma proposta para a “eliminação do adicional sobre o imposto dos combustíveis, uma vez que o petróleo está a subir e já não há necessidade de fazer essa correção”.


“Estes 20 euros que hoje pus no automóvel não chegaram para 15 litros de gasóleo e há um ano teriam dado para 19 litros de gasóleo”, afirmou, sublinhando que, feitas as contas, “para abastecer um depósito de 50 litros custa mais 11 euros no gasóleo e mais 7,6 euros de gasolina”.


“É muito dinheiro, considerando que a maioria das pessoas tem de abastecer mais do que uma vez por mês”, acrescentou.


Questionada sobre uma eventual sensibilidade ao tema por um familiar seu ser proprietário de um posto de combustível, Cristas respondeu: “Sou sensível a este tema porque, como qualquer português, tenho de pôr gasóleo e gasolina com muita frequência, é um exercício que muitos portugueses fazem e os que não o fazem pagam indiretamente, nomeadamente, por via do aumento dos transportes públicos”.


A presidente do CDS referiu que o seu pai além de ter um posto de combustível, que não aquele onde hoje abasteceu, foi durante muitos anos representante do setor através da ANAREC.


A líder centrista respondeu ainda que o prometido retrovisor, para olhar o passado do CDS, que o primeiro-ministro, António Costa, disse durante o último debate quinzenal no parlamento que lhe enviaria até ao Dia de Reis, ainda não chegou.


“Se calhar depois tenho de lhe enviar um ainda maior para ele poder ver o que foi o passado do PS em 2011 quando meteu o país num grande buraco, que infelizmente nos obrigou a tantos sacrifícios a todos”, acrescentou.


Assunção Cristas recusou comentar a entrevista de Mário Centeno hoje ao Diário de Notícias e TSF, nomeadamente a possibilidade de o Novo Banco passar para a esfera pública: “O CDS tem acompanhado essa matéria e falará oportunamente sobre isso”, disse.



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