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Angola vai ter apoio de banco estatal da Polónia no investimento privado

O Governo angolano e o banco estatal polaco Bank Gospodarstwa Krajowego (BGK) vão celebrar um memorando de entendimento que visa facilitar o investimento privado em Angola e as exportações, segundo um despacho presidencial consultado hoje pela Lusa.

Luanda, 13 jan (Lusa) – O Governo angolano e o banco estatal polaco Bank Gospodarstwa Krajowego (BGK) vão celebrar um memorando de entendimento que visa facilitar o investimento privado em Angola e as exportações, segundo um despacho presidencial consultado hoje pela Lusa.


De acordo com o despacho aprovado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, de 03 de janeiro, Angola e a Polónia “pretendem expandir as relações económicas, de cooperação empresarial e diplomática para fins pacíficos, com base na igualdade e benefício mútuo”.


O memorando de entendimento será rubricado entre o Ministério das Finanças de Angola e o BGK – banco estatal de desenvolvimento da Polónia -, visando “facilitar o investimento privado e os negócios a nível da exportação”.


A Lusa noticiou a 08 de dezembro que o BGK vai financiar a empreitada de 59,7 milhões de euros da Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe, em construção no sul de Angola com apoio do Governo da Polónia.


De acordo com informação de um outro despacho presidencial, de novembro, a que a Lusa teve na altura acesso, é necessário “expandir o escopo de trabalhos” do projeto de construção daquela academia, com inauguração prevista para 2017.


Para o efeito, e no âmbito do programa de capacitação, modernização e revitalização do setor das pescas em Angola, o despacho aprova a terceira fase do contrato de construção, equipamento, serviços e programa educacional da Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe pelo valor máximo de 63.157.894 dólares (59,7 milhões de euros).


Distribuída por seis edifícios já construídos e com capacidade para receber cerca de 500 alunos, a academia terá cursos superiores em áreas de eletricidade, eletrónica, gestão costeira, navegação, exploração de portos e frotas, computação, desenho técnico, processamento de pescado, aquicultura ou oceanografia, entre outros.


A Academia de Pescas e Ciências do Mar do Namibe foi formalmente criada por despacho presidencial de 18 de maio último, sendo justificada no documento, pelo Governo, com a aposta no desenvolvimento do setor pesqueiro nacional.



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