Adrião contra tentativa de ocultação do número absoluto de votos das

Adrião contra tentativa de ocultação do número absoluto de votos das “diretas” no PS

A candidatura de Daniel Adrião manifestou-se hoje contra qualquer tentativa de ocultação do número absoluto de votos e da taxa de abstenção registada nas eleições diretas para a liderança do PS, na sexta-feira e no sábado.

Lisboa, 15 mai (Lusa) – A candidatura de Daniel Adrião manifestou-se hoje contra qualquer tentativa de ocultação do número absoluto de votos e da taxa de abstenção registada nas eleições diretas para a liderança do PS, na sexta-feira e no sábado.


Na segunda-feira, a COC anunciou ter homologado os resultados das eleições diretas que deram a vitória a António Costa para o cargo de secretário-geral do PS com 96% dos votos, tendo Daniel Adrião registado cerca de quatro por cento.


Num comunicado assinado pelo diretor de campanha de Daniel Adrião, o socialista José Carlos Pereira considera que o processo eleitoral “está ferido de irregularidades e ilegalidades graves” e adianta, por outro lado, que questionou o presidente da COC, Manuel Lage, “se já havia resultados finais em número de votos”.


Segundo a candidatura de Daniel Adrião, na resposta a essa questão, o presidente da COC alegou “que só poderia facultar os mesmos [número absoluto de votos] e validá-los, depois de darem entrada na sede nacional do partido todas as atas eleitorais das seções, situação que não tinha ainda ocorrido”.


Para a candidatura de Daniel Adrião, porém, esta posição “trata-se de um contrassenso”, já que os resultados finais não podem ser homologados sem estarem primeiro apurados.


No comunicado, o responsável da candidatura de Adrião vai ainda mais longe e conta que o presidente da COC “manifestou preocupação relativamente à divulgação de resultados” com número absoluto de votos por candidatura, “tendo em conta a alta taxa de abstenção registada nas eleições diretas”.


“Porém, o representante na COC da candidatura de Daniel Adrião, manifestou-se contra qualquer tentativa de ocultação de resultados”, contrapõe-se na missiva.


Nesse sentido salienta-se depois que nenhum representante daquela lista, nem Daniel Adrião, “alguma vez validou, ou está em condições de validar, os resultados das eleições diretas ao XXII Congresso Nacional do PS, uma vez que se considera que o processo eleitoral está ferido de irregularidades e ilegalidades graves”.


“Práticas que, refira-se, parecem estender-se até ao final do processo eleitoral, pois a homologação feita na segunda-feira pelo presidente da COC dos alegados resultados finais, também é um ato irregular, porquanto não pode haver homologação final sem a receção de todas as atas eleitorais e a conferência das mesmas por todos os membros da COC”, alega-se.


Na segunda-feira, em declarações à agência Lusa, Manuel Lage afirmou que as decisões da COC de homologação dos resultados foram tomadas numa reunião, em Lisboa, com representantes das candidaturas de António Costa, o vencedor, e Daniel Adrião, dirigente socialista que concorreu pela segunda vez e teve quatro por cento dos votos.


Quanto à eleição de delegados ao congresso nacional do PS, entre 25 e 27 de maio, na Batalha, distrito de Leiria, o número foi corrigido para 1.813 (antes eram 1.851), dado que várias secções deste partido não elegeram representantes, acrescentou.


Em número de delegados, Daniel Adrião elegeu 35 e António Costa 1.768, de acordo com dados da COC.


Na segunda-feira estavam ainda por apurar 10 delegados, que dizem respeito a secções onde a comissão organizadora mandou repetir a eleição, que deverá acontecer no fim de semana.



PMF (NS) // ZO

By Impala News / Lusa


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