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A democracia só vive se for sustentável economicamente – PR

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou em Castelo Branco que a democracia “só vive se for sustentável economicamente”, defendendo que o país precisa de muitos exemplos de criação de riqueza.

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Alcains, Castelo Branco, 05 dez (Lusa) – O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje em Castelo Branco que a democracia “só vive se for sustentável economicamente”, defendendo que o país precisa de muitos exemplos de criação de riqueza.


Marcelo Rebelo de Sousa falava durante a cerimónia de homenagem a Hélder Rafael, fundador da empresa de confeção de vestuário Dielmar, sediada na vila de Alcains, concelho de Castelo Branco.


O chefe de Estado recordou que também desta vila é natural o primeiro Presidente da República eleito em democracia, Ramalho Eanes.


Esse é “já um contributo importante para a democracia. Mas a democracia só vive se for sustentável economicamente. É bom que haja outros portugueses e portuguesas notáveis aqui a criar riqueza para termos uma democracia que dure, que seja justa e que ofereça a todos” perspetivas “que correspondem àquilo que o país foi longo ao dos séculos”, sublinhou.


Hélder Rafael, que faleceu há cerca de um mês e meio, era mestre alfaiate e ajudou a fundar a Dielmar, empresa que tem hoje 400 trabalhadores, a maioria mulheres.


Na fábrica, Marcelo percorreu os seus longos e labirínticos corredores, fugindo às indicações das responsáveis da empresa sobre o trajeto a seguir, para cumprimentar todas as mulheres que lhe acenavam.


Nesta instituição, o Presidente da República encontrou “uma grande família quase composta só por mulheres”, em que em cada esquina conheceu “pessoas que estão há 44 ou há 45 anos” na empresa.


“Foi um percurso feito em conjunto e isso cria o espírito de família”, realçou, considerando que a Dielmar “representa o génio dos portugueses”.


A homenagem a Hélder Rafael, salientou, é também uma homenagem a “todos aqueles” que têm conseguido criar riqueza “onde é mais difícil, longe dos grandes centros urbanos”.


“Estamos aqui a dizer que não nos esquecemos. O país precisa de muitos exemplos destes e, felizmente, está a ter muitos exemplos destes. Porque é que, apesar de todos os problemas que encontramos no mundo e na Europa, nós acreditamos no país? Porque há portugueses e portuguesas que fazem obras excecionais como esta”, sustentou.


A diretora da empresa, Ana Paula Rafael, constatou que “há muito pouca atenção do Governo” ao interior do país, sublinhando que a desertificação “não é saudável” para Portugal.


“Nós precisávamos que houvesse alguma atenção acrescida”, reivindicou.


O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, também presente na cerimónia, fez questão de frisar que “o Governo está empenhado em relançar o desenvolvimento do interior”.


“O interior foi em muitos aspetos esquecido nos últimos anos”, notou, referindo que projetos como a Dielmar – marca que usa com “orgulho” – “fazem muito pelo desenvolvimento do interior”.


No final da cerimónia e depois de cumprimentar mais trabalhadoras da empresa, Marcelo Rebelo de Sousa, juntamente com o ministro da Economia e o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, tirou uma foto com todo o pessoal da Dielmar.


O Presidente da República abandonou as instalações da empresa de Alcains, enquanto as trabalhadoras gritavam efusivamente “Marcelo”, “Portugal” e “Dielmar”.


Marcelo Rebelo de Sousa dedica o dia de hoje à beira interior, com uma agenda dividida entre os concelhos de Castelo Branco, Covilhã e Guarda, na terceira edição da iniciativa “Portugal Próximo”.



JYGA // ZO


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