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Oficiais das Forças Armadas dizem que ministro da Defesa teve ano de negligências e erros

A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) identificou “negligências, erros e incumprimentos” no primeiro ano de Azeredo Lopes como ministro da Defesa Nacional, acusando-o de continuar a política do governo anterior e preservar o desmantelamento do setor.

Lisboa, 22 dez (Lusa) — A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) identificou hoje “negligências, erros e incumprimentos” no primeiro ano de Azeredo Lopes como ministro da Defesa Nacional, acusando-o de continuar a política do governo anterior e preservar o desmantelamento do setor.


Em comunicado assinado pelo presidente da AOFA, tenente-coronel António Mota, é feito “um olhar retrospetivo” depois de decorrido um ano sobre a governação do ministro da Defesa Nacional, desafiando Azeredo Lopes a “indicar uma única iniciativa que tenha sido produzida ou implementada que observasse a mais ténue melhoria”.


“Negligências, erros e incumprimento são as palavras que com mais propriedade, no que importa a matérias socioprofissionais militares, devem ser usadas para avaliar a sua atuação”, acusou.


Para a associação do setor, Azeredo Lopes, ao “manter-se na linha governativa anterior afirma-se como um elemento político contra o contexto geral da governação de reversão das medidas gravosas aplicadas aos militares”.


“O ministro da Defesa Nacional porque continuou e dá continuidade ao caminho da política legislativa do anterior Governo demonstrou que apenas está interessado em preservar o processo de desmantelamento das Forças Armadas e de desconsideração pelos militares e pela família militar”, lamentou.


Na opinião da associação, o ministro da tutela “não pugnou por um aumento do Orçamento do Estado para 2017 para a área da Defesa” e “cativou 37 milhões de euros na execução ainda deste ano”, o que “prejudicou e prejudica o regular funcionamento dos ramos”.


A AOFA considera que existe “uma vivência antidemocrática” que não pode deixar de preocupar a associação “e de ser frontalmente rejeitada pois constitui um polo de forte ameaça de retorno a um regime que o 25 de Abril afastou”.


“Sintomas de ‘ódio patológico e irracional’ às Forças Armadas parecem estar instalados no próprio cerne da governação da Defesa Nacional”, criticam, considerando que “esta política não se pode manter”.



JF // ZO


Lusa/fim


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