Massacre na Austrália: Avô suspeito de se ter suicidado após matar mulher, filha e quatro netos

Massacre na Austrália: Avô suspeito de se ter suicidado após matar mulher, filha e quatro netos

Autoridades classificam crime como o pior massacre nos últimos 22 anos na Austrália

Quatro irmãos, a mãe e os avós foram encontrados mortos numa propriedade rural em Osmington, em Margaret River, na Austrália, na passada sexta-feira, dia 11 de maio. O caso que já foi classificado como o pior massacre do país nos últimos 22 anos está a chocar o mundo.

O único sobrevivente da família foi o pai dos menores, Aaron Cockman, que acredita que o avô terá sido o autor do crime e que terá cometido suicídio após ter baleado os outros membros familiares.

De acordo com a ABC, a polícia local já está a investigar o que terá levado o avô de 61 anos, Peter Miles, a cometer os homicídios. Segundo as autoridades, os corpos da mulher, Cynda, de 58 anos, da filha, Katrina, de 35, e dos netos – Taye, de 13, Rylan, de 12, Arye, de 10, e Kadyn, de oito – foram executados de forma metódica. A mãe e as crianças terão sido as primeiras a morrer enquanto dormiam e, de seguida, o alegado suspeito terá matado a própria mulher (a avó), momentos após esta fazer uma chamada anónima para a polícia a denunciar a situação.

Quando a polícia chegou, Peter Miles foi também encontrado sem vida. Na propriedade da família, as autoridades encontraram igualmente três armas com as respectivas licenças, registadas em nome de Miles.

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Pai revela: «Perdi tudo na minha vida»

Aaron Cockman, o pai dos menores, foi o único membro da família que sobreviveu. Aaron já não vivia com a mulher e os filhos e encontrava-se a lutar pela custódia dos menores com Katrina. O pai culpava os sogros por não poder ver as crianças.

Aaron revelou aos órgãos de comunicação social locais que ainda não caiu na realidade e que está em choque, mas que tem noção que perdeu tudo o que amava na vida. «Perdi tudo na minha vida».

O pai falou pela primeira vez publicamente no passado domingo, dia 13 de maio. O progenitor ainda acrescentou que o sogro esteve durante anos a tentar superar o suicídio de um dos filhos e que a notícia de que um dos seus outros filhos estava com problemas o pode ter levado a cometer o massacre: «Ele [Perter Miles] pensou: ‘Eu não posso viver mais, (…). Eu preciso de levar toda a gente comigo porque isso vai resolver todo o problema’».

«Eu continuo a amar a pessoa que era o Peter… se não fosse por ele eu não teria a Katrina, não teria os meus filhos. Não é uma pessoa qualquer que mos tirou [aos filhos], ele deu-mos e agora levou-os», afirmou Aaron.

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