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Julgamento de atentado ao PR angolano adiado por falta de eletricidade

O tribunal de Luanda adiou a segunda sessão de julgamento dos 37 cidadãos acusados de associação de malfeitores e atentado contra o Presidente da República, na forma frustrada, por falta de eletricidade no edifício.

Luanda, 05 dez (Lusa) – O tribunal de Luanda adiou hoje a segunda sessão de julgamento dos 37 cidadãos acusados de associação de malfeitores e atentado contra o Presidente da República, na forma frustrada, por falta de eletricidade no edifício.


A informação foi confirmada à Lusa por um dos advogados de defesa, Sebastião Assureira, que deu a conhecer igualmente que o tribunal remarcou a sessão para terça-feira com garantias de superar a avaria que se registou num dos quadros elétricos da 14.ª secção do Tribunal Provincial de Luanda, no Benfica, arredores da capital.


“Apenas nos disseram que estava adiada porque o problema que apresentava a base elétrica do tribunal era complexo, mas que seria ultrapassado ainda hoje, pelo que até amanhã a situação já voltaria a normalidade”, explicou o advogado.


A sessão de hoje estava reservada para a audição dos arguidos Isaac Arão, Luciano Domingos e Rafael Tchiama.


Os arguidos, detidos pela Polícia Nacional na noite de 30 de janeiro, são na sua maioria militares desmobilizados das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA),braço militar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA),durante a guerra civil, que terminou em 2002.


A primeira sessão deste julgamento teve lugar a 02 de dezembro, com a acusação referir que os implicados são oriundos das províncias angolanas de Benguela, Huambo, Huíla, Bengo e Luanda e que mobilizavam os ex-militares das FALA com o objetivo de realizar um atentado contra o Presidente da República e para “tomarem o poder à força com recurso a armas de fogo, catanas e ainda de métodos feiticistas”.


O grupo, segundo a acusação, era bastante organizado, tinha como coordenador geral o arguido Raimundo Chiquete e faziam o recrutamento e mobilização dos ex-militares prometendo que “o líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi, estava vivo e que iria regressar”.


A defesa já rejeitou as acusações, argumentando de que “não existia qualquer estrutura militar organizada e que em momento algum os réus tinham intenção de assaltar o Palácio Presidencial”, na madrugada de 31 de janeiro, como afirma o Ministério Público.


A única mobilização foi uma manifestação pacífica para reclamar a não-inserção na Caixa Social das FAA, aponta a defesa.


“Continua a haver contradições porque segundo informações da polícia os réus foram encontrados com armas no momento da detenção, mas felizmente consta dos autos e com imagens fotográficas que as armas foram encontradas na casa do réu Celestino Leonardo”, explicou Assurreira, reiterando que a defesa “vai continuar a recusar essas incriminações”.


Em posse dos arguidos, a Polícia Nacional apreendeu oito armas de fogo do tipo AKM, uma pistola makarov, 12 carregadores, 26 catanas, 11 pares de fardamento, entre outro material.


Dos 37 cidadãos acusados de atentando contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, dois estão em parte incerta, enquanto os restantes permanecem detidos preventivamente na Cadeia da Comarca de Viana.



DYAS // VM


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