Estado gasta 68 milhões de euros em internamentos inapropriados por motivos sociais

De acordo com a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, 655 camas do Serviço Nacional de Saúde estão ocupadas por internamentos sociais. Estes números correspondem a uma despesa de 68 milhões de euros anuais, para o Estado português.

Estado gasta 68 milhões de euros em internamentos inapropriados por motivos sociais

Após uma recolha de dados a nível nacional, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) revelou que 655 camas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde estão a ser ocupadas por internamentos inapropriados, nomeadamente, por falta de resposta da rede de cuidados continuados.

De acordo com os dados, em 79% dos hospitais, 5% das camas estão ocupadas por estes internamentos. Mais de metade dos casos localizam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (52%), sendo que a média de tempo dos referidos internamentos é de 92 dias. A estimativa nacional está na ordem dos 68 dias.

Os internamentos sociais representam assim uma despesa de mais de 68 milhões de euros anuais para o Estado português, enquanto deveriam ter um impacto de cerca de 16,5 milhões de euros.

Os dados recolhidos pelo Barómetro de Internamentos Sociais (BIS), a 2 de outubro, demonstram ainda que os episódios de internamentos sociais são maioritariamente devidos de origem médica (75%), seguindo-se os cirúrgicos (23%) e outros não classificados (2%). Quando às idades, 28% correspondem a pessoas entre os 18 e os 65 anos, 34% referem-se ao intervalo entre os 65 e os 80 anos e 37% dizem respeito a internamentos de utentes com mais de 80 anos. Apenas 1% respeita a pessoas com idade inferior a 18 anos.

«Pela primeira vez quantificámos a dimensão dos internamentos inapropriados por motivos sociais revelando-se que apesar de existir muito a fazer internamente (por exemplo ao nível da melhoria da gestão das e readequação da resposta a uma população cada vez mais envelhecida), os hospitais não podem resolver esta questão isoladamente. É necessário desenvolver a rede de cuidados continuados e politicas ativas de apoio às famílias e cuidadores informais, para apoio à população acima dos 65 anos. A eliminação dos custos por evitarmos estes internamentos inapropriados, poderá financiar estes novos programas», explicou Alexandre Lourenço, Presidente da APAH.

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