Reembolsos totais antecipados no crédito à habitação registaram máximos em 2017

Reembolsos totais antecipados no crédito à habitação registaram máximos em 2017

Os reembolsos totais antecipados do crédito à habitação atingiram máximos em 2017, estando a ser feitos principalmente pelos devedores mais velhos, sem recorrer a novos empréstimos.

Lisboa, 10 mai (Lusa) – Os reembolsos totais antecipados do crédito à habitação atingiram máximos em 2017, estando a ser feitos principalmente pelos devedores mais velhos, sem recorrer a novos empréstimos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).


No Boletim Económico publicado hoje, o BdP refere que, depois de os reembolsos totais antecipados de empréstimos à habitação se terem reduzido até meados de 2014, “aumentaram significativamente nos anos seguintes, registando valores máximos em 2017”.


De acordo com o banco central, a maior parte do montante dos reembolsos totais antecipados “deve-se a devedores que não contraem um novo empréstimo à habitação, sugerindo que a troca de casa ou de banco tem um contributo reduzido para o dinamismo observado nos reembolsos do crédito à habitação”.


Segundo o BdP, o aumento dos reembolsos antecipados no crédito à habitação nos últimos anos “pode estar relacionado com o aumento do diferencial entre as taxas de juro dos empréstimos e dos depósitos e com o facto das taxas de juro dos depósitos se situarem em valores próximos de zero”.


Ao mesmo tempo, “num contexto de aumento muito significativo dos preços da habitação, estes reembolsos totais antecipados podem estar ainda associados à venda de imóveis sem envolver a contratação de novos empréstimos para compra de habitação por parte destes devedores”, admite a instituição, recordando que o peso das vendas de imóveis usados no total de transações de imóveis aumentou consideravelmente desde 2009.


Por outro lado, a maior parte do montante de novos empréstimos é concedido a devedores que não efetuaram reembolsos totais antecipados de empréstimos à habitação nos seis meses anteriores.


“Assim, a maior parte dos novos empréstimos para habitação deverá estar a contribuir para um acréscimo significativo dos montantes de dívida na posse dos indivíduos que os contratam”, afirma o Banco de Portugal.


Os devedores que efetuam reembolsos antecipados e não contraem um novo empréstimo “são mais velhos do que os que contraem um novo empréstimo”. Isto porque, admite o BdP, a compra da primeira habitação é em geral efetuada “em escalões etários relativamente jovens, assim como o facto do rendimento e da riqueza dos indivíduos aumentarem durante a vida ativa”.


Assim, conclui o banco central, “a relativa estabilidade dos saldos agregados da dívida para compra de habitação esconde uma elevada heterogeneidade em termos da evolução da dívida por devedor”.


“Com efeito, na maioria dos casos, os devedores que contraem novos empréstimos à habitação e os devedores que efetuam reembolsos significativos deste tipo de crédito não coincidem, sendo os primeiros em média ligeiramente mais jovens. Assim, verifica-se em simultâneo uma redução significativa do montante de dívida na posse de alguns particulares e um aumento significativo do montante de dívida na posse de outros”, afirma o BdP.


Já os devedores que efetuaram reembolsos totais antecipados têm rácios de endividamento relativamente baixos, uma vez que são em média mais velhos do que os restantes, termina o BdP.




SP // JNM

By Impala News / Lusa


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