Projeto de turismo financiado pela UE arranca na ilha cabo-verdiana do Maio

Projeto de turismo financiado pela UE e a executar na ilha cabo-verdiana do Maio pelo Instituto Marquês de Valle Flôr vale cerca de 550 mil euros

Projeto de turismo financiado pela UE arranca na ilha cabo-verdiana do Maio

Um projeto de turismo financiado pela UE e a executar na ilha cabo-verdiana do Maio pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, no valor global de cerca de 550 mil euros, foi esta terça-feira lançado oficialmente na cidade da Praia.

Melhorar as condições de vida da população da ilha do Maio, através de turismo solidário e sustentável, e reforçar a diversificação da oferta turística da ilha são os objetivos do projeto, que além do Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) envolve as câmaras de Loures (Portugal) e Maio e Boavista (Cabo Verde), bem como a Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas da Boa Vista e Maio.

O projeto, estimado em cerca de 550 mil euros foi financiado em quase 440 mil euros pela União Europeia, cuja representante em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, participou na cerimónia de lançamento oficial.

A iniciativa abrangerá a totalidade da população da ilha do Maio, em particular as localidades de Porto Inglês, Calheta, Barreiro, Praia Gonçalo, Ribeira Dom João, Morrinho e Santo António, estando previstos igualmente intercâmbios de boas práticas com as ilhas da Boavista e de Santo Antão, segundo uma nota explicativa do IMVF.

“Com o desenvolvimento de um produto turístico solidário e sustentável, implementado e gerido localmente, pretende-se dinamizar a economia local e valorizar os traços culturais tradicionais e ambientais”, adianta a nota do IMVF.

Esta intervenção irá beneficiar as famílias e associações locais da ilha do Maio, os agricultores e criadores de gado, pescadores e produtores locais, com especial incidência nos jovens e mulheres.

O projeto, a executar até 2020, foi financiado no âmbito do último concurso da UE de apoio à sociedade civil, com o objetivo de promover o turismo sustentável e impulsionar a geração de rendimentos e a melhoria de condições socioeconómicas das comunidades beneficiárias em várias ilhas e áreas urbanas vulneráveis do país.

No mesmo concurso, foi aprovado o projeto “Raízes – Redes locais para turismo sustentável e inclusivo em Santo Antão”, promovido pela Associação de Defesa do Património de Mértola.

Para a União Europeia, o projeto vem consolidar os resultados já obtidos por intervenções anteriores igualmente financiadas pela UE na ilha do Maio.

A UE em Cabo Verde apoia ainda outros projetos no mesmo âmbito de promoção do turismo cultural e sustentável em ilhas como Fogo, Brava, São Vicente, Santo Antão e Santiago.

Durante a sua missão à ilha do Maio, a representante da UE irá também avaliar no terreno a execução do programa de emergência nacional para a mitigação dos efeitos da seca, que recebeu um apoio financeiro europeu de 7 milhões de euros.

 

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