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Produtores de leite e carne pedem mais apoios ao setor da pecuária

A Associação dos Produtores de Leite e Carne (APLC) lamentou as “dificuldades sem fim à vista” no setor pecuário e reclamou mais medidas de apoio.

Lisboa, 05 dez (Lusa) — A Associação dos Produtores de Leite e Carne (APLC) lamentou hoje as “dificuldades sem fim à vista” no setor pecuário e reclamou mais medidas de apoio.


A APLC afirma, num comunicado, que os preços pagos aos produtores de leite, depois do fim das quotas leiteiras, continuam “demasiado baixos”, apelando ao Governo para que “continue a reclamar insistentemente em Bruxelas a criação de um sistema de regulação da produção”.


A APLC defende igualmente maior acompanhamento e fiscalização dos contratos praticados em Portugal e que “os preços pagos à produção e a quantidade de produção por exploração possam ser debatidos e negociados em pé de igualdade e não impostos por uma das partes”.


Também a produção de carne de suíno “começa novamente a dar sinais de instabilidade com a baixa dos preços na produção”.


A associação critica a anterior ministra da Agricultura, Assunção Cristas, por não ter negociado com Bruxelas apoios para os produtores de carne de porco nacional, instando o atual responsável pela tutela, Capoulas Santos, a tomar a iniciativa de apoiar o setor.


O ministro da Agricultura deve também tomar medidas para erradicar o surto de “língua azul” que está a afetar a produção de ovinos e “tem gerado situações de autêntica calamidade”, reclama ainda a APLC.


Por fim, a APLC chama a atenção para os problemas com lobos no Parque Nacional da Peneda Gerês, que se passeiam “nas aldeias e atacam os animais à porta de casa das pessoas sem que estas se possam defender”, criticando a “burocracia das entidades que limita, por vezes injustificadamente, a prova e o preço pago nunca cobre os prejuízos”.



RCR// ATR


Lusa/fim


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