Prazo para lesados da PT/Oi tentarem recuperar 50% do investimento termina hoje

Prazo para lesados da PT/Oi tentarem recuperar 50% do investimento termina hoje

O prazo para os membros da Associação de Lesados em Obrigações e Produtos Estruturados PT/Oi (ALOPE) aderirem a uma solução que prevê que os investidores em obrigações da operadora brasileira recuperem 50% do investimento termina hoje.

Lisboa, 08 mai (Lusa) – O prazo para os membros da Associação de Lesados em Obrigações e Produtos Estruturados PT/Oi (ALOPE) aderirem a uma solução que prevê que os investidores em obrigações da operadora brasileira recuperem 50% do investimento termina hoje.


Em meados de março, a ALOPE divulgou que fez com a empresa InvestQuest (sociedade gestora de ativos de origem portuguesa) um acordo para que os detentores de obrigações Oi, com um valor superior a 50.000 reais (cerca de 13.000 euros), que não tenham aderido ao plano de acordo com credores, possam vender os seus títulos em mercado com preço igual ou superior a 50% do seu valor nominal, recuperando esse valor do investimento.


Para isso, os detentores de títulos da Oi devem entrar em contacto com os seus advogados para reclamarem créditos junto do Tribunal Brasileiro e depois devem abrir uma conta individual na InvestQuest, para onde serão transferidos os títulos da Oi.


O prazo para efetivar essa adesão termina hoje.


Será a InvestQuest que, posteriormente, irá tentar vender as obrigações de forma agregada, sendo que o valor final que os lesados da Oi receberão depende da venda em mercado do conjunto destas obrigações.


Aquela sociedade cobrará uma comissão de 0,5% após a venda consumada dos títulos.


A Oi está num processo de recuperação judicial desde 2016 com o objetivo de reduzir o passivo da empresa, que ronda os 65,4 mil milhões de reais (cerca de 16 mil milhões de euros).


O Plano de Recuperação Judicial propõe-se a reduzir o passivo da empresa, através da conversão de 72,12% da dívida suportada pelos credores, aos quais serão concedidos direitos sobre a companhia.


A portuguesa Pharol é acionista de referência da Oi, com 27% das ações.


A operadora brasileira esteve num processo de fusão com a Portugal Telecom, que nunca se concretizou.




ANE // JNM

By Impala News / Lusa


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