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PR moçambicano diz que seria penosa mais uma intervenção estatal para salvar banco

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu que seria penosa mais uma intervenção no sistema financeiro, devido a riscos de colapso, assinalando que a atuação administrativa verificada no ano passado em dois bancos era necessária e inadiável.

Maputo, 27 jan (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu hoje que seria penosa mais uma intervenção no sistema financeiro, devido a riscos de colapso, assinalando que a atuação administrativa verificada no ano passado em dois bancos era necessária e inadiável.


“Seria penoso para o país voltar a ser confrontado com casos de bancos que exigem medidas extraordinárias de intervenção. O nosso orçamento não dispõe de recursos financeiros suficientes e nem deve sustentar atos de gestão ou riscos mal calculado pelos profissionais das instituições bancárias”, assinalou Nyusi, falando na inauguração da nova sede do Banco Comercial e de Investimentos (BCI).


Os bancos comerciais, continuou o chefe de Estado moçambicano, são chamados a adotar as melhores práticas na sua atividade, respeitando as regras prudenciais emanadas do banco central, e devem acautelar os riscos próprios que a sua atividade acarreta, criando mecanismos mais transparentes de comunicação com a sua clientela.


O Presidente moçambicano defendeu como necessária e inadiável a liquidação do Nosso Banco e a dissolução do conselho de administração do Moza Banco e respetiva recapitalização e colocação à venda, decididas no ano passo pelo Banco de Moçambique como necessárias e inadiáveis.


“A intervenção realizada no Moza Banco e a retirada da licença do exercício de atividade do Nosso Banco mostraram-se necessárias e inadiáveis, para proteger o sistema bancário do risco de contágio, bem como para proteger os depositantes e a estabilidade do mercado”, defendeu Filipe Nyusi.


A intervenção do banco central, prosseguiu Nyusi, criou condições de solidez e capitalização do sistema bancário, reforçando a confiança do público e dos clientes dos bancos no sistema nosso financeiro.


A Assembleia Geral de Acionistas do Moza Banco, participado pelo português Novo Banco e intervencionado em setembro pelo regulador, aprovou este mês um aumento de capital de 8,17 mil milhões de meticais (107,7 milhões de euros), depois de em dezembro o Banco de Moçambique ter injetado cerca de 8 mil milhões de meticais (105 milhões de euros) no Moza Banco, para travar um colapso e evitar “um terramoto” no sistema financeiro moçambicano.


Dois meses após a intervenção no Moza, o supervisor bancário liquidou o Nosso Banco, detido pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), e acionou o fundo de garantia de depósitos, que previa um reembolso de apenas 20 mil meticais (263 euros) para os depositantes singulares, excluindo as empresas.


Apesar de ser uma entidade de fraca expressão, a falência do Nosso Banco lançou uma vaga de alarme, levando o banco central a afastar “motivos para pânico” e a assegurar que o sistema financeiro está sólido, com uma média de rácios de solvabilidade de 14%, muito acima dos 8% exigidos pelo órgão supervisor.



PMA (HB) // EL

By Impala News / Lusa


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