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Portuguesa Sumol+Compal já produz em Luanda após investimento de 47 MEuro

A portuguesa Sumol+Compal investiu 51 milhões de dólares (47 milhões de euros) numa fábrica para produção em Angola dos sumos e refrigerantes da marca, alcançando em 2016 vendas locais de 90 milhões de dólares (88,3 milhões de euros).

Luanda, 01 fev (Lusa) – A portuguesa Sumol+Compal investiu 51 milhões de dólares (47 milhões de euros) numa fábrica para produção em Angola dos sumos e refrigerantes da marca, alcançando em 2016 vendas locais de 90 milhões de dólares (88,3 milhões de euros).


A informação foi transmitida hoje, em declarações à agência Lusa, pelo administrador delegado da Sumol+Compal em Angola, António Casanova, que acrescentou que a fábrica foi construída na zona do Bom Jesus, em Luanda.


Apesar das restrições decorrentes do acesso a divisas em Angola, para a importação de matérias-primas, o que tem causado “grandes dificuldades nos pagamentos ao exterior”, o responsável admite que os resultados obtidos foram “razoáveis”.


António Casanova falava à margem de uma visita realizada hoje a fábricas de bebidas na província de Luanda pelo ministro da Economia e pelo secretário de Estado da Indústria, tendo referido que aquela unidade fabril está concluída e a operar, com três linhas de produção, duas delas alocadas à produção de sumos.


“Temos noção que há uma crise que causa aqui vários constrangimentos, até mesmo ao nível da procura, devido ao poder de compra reduzido das pessoas. Ainda assim acreditamos que temos aqui oportunidades grandes, diria que no médio prazo o futuro é promissor”, frisou.


Segundo António Casanova, um conjunto de matérias-primas diversificado é importado, salientando que em 2016 cerca de 70% dos materiais para a produção vieram do exterior e cerca de 30% foi adquirido localmente.


Para o responsável, a instalação destas indústrias, no caso concreto da Sumol+Compal e do setor das bebidas, “cria uma oportunidade do surgimento de uma fileira da fruta a montante, que possa abastecer as fábricas e reduzir aquilo que é o nível das importações e até da dependência em relação ao exterior de um conjunto de bens que hoje têm que ser importados”.


Adiantou que para este ano está prevista a ampliação da capacidade de produção atual, de cerca de 800 mil litros diários, com a instalação de mais duas linhas de enchimento.


De acordo com António Casanova, mais de 95% das vendas realizadas pelo grupo em Angola são de produção local, para abastecimento exclusivo do mercado angolano.


O arranque da fábrica, localizada na zona do Bom Jesus, nas proximidades do rio Kwanza, tinha inicialmente previsto a criação de cerca de 180 postos e trabalho, atualmente emprega cerca de 300 trabalhadores.



NME // EL

By Impala News / Lusa


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