Portugal representado no 1.º avião da nova geração de jatos da Embraer

Portugal representado no 1.º avião da nova geração de jatos da Embraer

Portugal está representado no primeiro avião dos novos E-Jets (E2) da brasileira Embraer fabricado no mundo, com peças inovadoras e componentes das asas e da união destas à fuselagem produzidos em Évora e na OGMA, em Alverca (Lisboa).

Bergen, Noruega, 12 abr (Lusa) — Portugal está representado no primeiro avião dos novos E-Jets (E2) da brasileira Embraer fabricado no mundo, com peças inovadoras e componentes das asas e da união destas à fuselagem produzidos em Évora e na OGMA, em Alverca (Lisboa).


O E190-E2 é o primeiro dos três novos modelos de jatos comerciais da construtora aeronáutica brasileira a entrar em serviço (os outros são o E195-E2 e o E175-E2).


A primeira destas aeronaves do fabrico em série a nível mundial foi entregue, na semana passada, à companhia aérea regional norueguesa Widerøe, a maior da Escandinávia, que realizou hoje o primeiro voo no espaço aéreo do seu país, a partir de Aberdeen (Escócia) e com chegada a Bergen.


O novo jato, realçou hoje à agência Lusa o presidente da Embraer Portugal, Paulo Marchioto, tem peças produzidas numa das duas fábricas do grupo em Évora e componentes feitos na OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, no concelho de Vila Franca de Xira, da qual a empresa é acionista (65%).


“Em Évora, a Embraer Metálicas fabrica os revestimentos das asas do E190-E2”, indicou o responsável.


Segundo Marchioto, são “peças inovadoras no setor aeronáutico, longas e muito finas, e fabricadas recorrendo às competências nucleares da fábrica” alentejana, “únicas no grupo” aeronáutico brasileiro.


A mesma unidade fabril, acrescentou, é responsável ainda por “um conjunto de peças menores, mas de elevada complexidade”, para o mesmo tipo de avião, “fazendo uso de tecnologias avançadas de fresagem de peças em alumínio aeronáutico”.


“Na sua maioria, estas peças são montadas na área do avião onde a asa se une à fuselagem”, precisou.


Já a OGMA, disse Paulo Marchioto, “produz alguns componentes em alumínio e em titânio” para o E190-E2, integrados igualmente “na parte da estrutura onde a asa se junta com a fuselagem”.


Todas estas peças e componentes são exportados, depois, para a “casa-mãe” no Brasil, onde são montados, lembrou o representante da empresa em Portugal.


Mas a “assinatura” lusa nos novos jatos E2 não se limita a este modelo e marca também presença no E195-E2, programado para entrar em serviço em 2019, e no E175-E2, em 2021.


A fábrica alentejana de estruturas metálicas “fornece os três modelos da família E-Jets E2”, aplicando as mesmas tecnologias usadas no caso do E190-E2, enquanto a Embraer Compósitos, a outra unidade de Évora, “fornecerá o E175-E2”, revelou Paulo Marchioto,


Pela primeira vez, “um avião da Embraer para o segmento de aviação comercial terá um estabilizador horizontal”, que é instalado na traseira da aeronave, “construído na sua maioria em materiais compósitos”, a partir de Évora, salientou, referindo ainda que esse componente vai integrar “peças metálicas fornecidas pela OGMA”.


Segundo Paulo Marchioto, com a intervenção no programa E2, as empresas da Embraer Portugal, em Évora e em Alverca, “estão a fazer uso das tecnologias inovadoras” que integraram os investimentos candidatados e aprovados no âmbito do Portugal 2020, com financiamento comunitário.


Só no caso das fábricas de Évora, instaladas no Parque de Indústria Aeronáutica da cidade e inauguradas em 2012, depois de um investimento inicial de 180 milhões de euros, a Embraer viu aprovados, em 2016, dois novos projetos, num valor global de mais de 90 milhões de euros, com apoios da União Europeia, para equipar as unidades para a produção em série dos E2.


A Widerøe, que hoje chegou à Noruega com o E190-E2, começando a voar com esta aeronave em rotas domésticas mais para o final do mês, fez um pedido de até 15 jatos E2, dos quais três para este modelo e direitos de compra para mais 12E2.


RRL // MLM

By Impala News / Lusa


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