Macedo diz que será reduzido na CGD impacto de juros negativos no crédito

Macedo diz que será reduzido na CGD impacto de juros negativos no crédito

O presidente da Caixa Geral de Depósitos considerou que será reduzido o impacto financeiro no banco público da proposta que está no Parlamento e que poderá obrigar os bancos a refletirem nos contratos de crédito à habitação os valores negativos das taxas Euribor.

Lisboa, 10 mai (Lusa) — O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) considerou hoje que será reduzido o impacto financeiro no banco público da proposta que está no Parlamento e que poderá obrigar os bancos a refletirem nos contratos de crédito à habitação os valores negativos das taxas Euribor.


“O impacto não é muito significativo para a Caixa, impactará clientes com ‘spreads’ de menos de 0,4%, impactará os melhores clientes e não será um efeito muito significativo”, disse Paulo Macedo aos jornalistas, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro trimestre (no qual registou 68 milhões de euros de lucros).


“O impacto é reduzido na Caixa”, vincou.


Esta quarta-feira, os deputados aprovaram na especialidade o projeto do Bloco de Esquerda consensualizado com o PS que obriga os bancos a refletirem nos contratos do crédito à habitação os valores negativos das taxas Euribor.


O PS anunciou em 22 de março ter chegado a acordo com o Bloco de Esquerda para que os clientes de bancos sejam beneficiados com um crédito de juros relativo à totalidade do período em que a taxa Euribor seja negativa, caso a junção da Euribor e do ‘spread’ (margem de lucro comercial) dê um valor negativo.


Se o diploma for aprovado pelo parlamento, em caso de juros negativos, cria-se um crédito de juros do cliente bancário que será abatido quando os juros subirem e passarem a ter um valor positivo.


Desta forma, os bancos não teriam de imediato de pagar uma pequena parte dos empréstimos aos clientes. Contudo, os bancos deverão ter de contabilisticamente registar essa imparidade desde logo.


Este tema tem motivado posições de rejeição dos bancos e a vice-governadora do Banco de Portugal (BdP), Elisa Ferreira, mostrou, em abril, preocupação, considerando que se trata de uma questão “particularmente complexa” e difícil de prever o impacto já que “são águas nunca dantes navegadas”.



IM // ATR

By Impala News / Lusa


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