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Macau com menor número de promotores de jogo da última década

Macau conta com 126 promotores de jogo autorizados a exercer atividade, o número mais baixo desde 2006, reflexo da atual conjuntura do mercado de grandes apostadores (VIP) dos casinos.

Macau, China, 25 jan (Lusa) — Macau conta com 126 promotores de jogo autorizados a exercer atividade, o número mais baixo desde 2006, reflexo da atual conjuntura do mercado de grandes apostadores (VIP) dos casinos.


Segundo a lista publicada hoje em Boletim Oficial pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ), existem 126 operadores licenciados para exercer este ano a atividade de promoção de jogos de fortuna ou azar em casino — conhecidos como ‘junkets’ –, dos quais 110 pessoas coletivas e 16 singulares, ou seja, menos 15 do que o total de angariadores de grandes apostadores autorizados a operar no ano anterior.


Embora o filão dos ‘junkets’ tenha vindo a recuar, trata-se do mais baixo número registado desde 2006, ano em que eram 78, de acordo com os dados compilados pela agência Lusa com base na lista publicada anualmente pela entidade reguladora.


Existiam 141 promotores de jogo licenciados para operar em 2016, contra 183 em 2015, 216 em 2014, e 235 em 2013, ano em que se registou o pico e a partir do qual a lista de ‘junkets’ começou a encolher. Nesse ano, o jogo VIP representava dois terços de toda a receita angariada pelos casinos.


Em 2012 eram 219, em 2011 contabilizaram-se 193 e em 2010 um total de 169. Em 2009 eram 153, em 2008 registaram-se 186, enquanto em 2007 um total de 160.


Os ‘junkets’ constituem peças fundamentais no xadrez do jogo de Macau, dada a tradicional elevada dependência dos grandes apostadores.


Os casos de desvios de fundos de salas VIP de casinos — foram tornados públicos três num intervalo inferior a dois anos, com o mais recente a remontar ao início de 2016 — levaram as autoridades a elevar as exigências, nomeadamente em termos da contabilidade, apertando o cerco à atividade no quadro de um maior esforço regulatório e de fiscalização.


Segundo dados publicados pela DICJ, o segmento VIP (salas de grandes apostas) contribuiu para 53,2% das receitas arrecadadas pelos casinos ao longo do ano passado.


Embora continue a deter a maior fatia, a proporção do jogo VIP nas receitas totais tem vindo a diminuir.


No cômputo de 2015, foi de 55,3%, enquanto em 2014 correspondeu a 60,4% – isto quando chegou a ser superior a 77%.


As receitas totais dos casinos de Macau iniciaram em junho de 2014 uma curva descendente, caindo pelo terceiro ano consecutivo em 2016.


Contudo, a parte final do ano mostrou sinais de recuperação da indústria — o principal motor da economia de Macau –, com dezembro a marcar o quinto mês consecutivo de subida das receitas dos casinos em termos anuais homólogos.


As autoridades de Macau e da China têm defendido a diversificação da economia da Região Administrativa Especial — capital mundial do jogo –, para a tornar menos dependente da indústria dos casinos e, dentro desta, menos dependente dos grandes apostadores.


Macau contava, no final do ano passado, com 6.287 mesas e 13.826 ‘slots’ espalhadas por 38 casinos.



DM // SB

By Impala News / Lusa


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