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Integração sub-regional é “realismo económico” para Timor-Leste – Mira Amaral

A integração sub-regional, com os vizinhos Indonésia e Austrália, é do “mais elementar” em “realismo económico” para Timor-Leste e um bom primeiro passo antes da eventual adesão mais exigente à ASEAN, defende o economista português Mira Amaral.

Díli, 02 dez (Lusa) – A integração sub-regional, com os vizinhos Indonésia e Austrália, é do “mais elementar” em “realismo económico” para Timor-Leste e um bom primeiro passo antes da eventual adesão mais exigente à ASEAN, defende o economista português Mira Amaral.


“Timor não pode viver fechado em relação ao mundo, tem de se abrir ao mundo e entrar num processo de integração regional”, disse hoje à Lusa Mira Amaral, na conclusão de uma visita a Timor-Leste em participou numa conferência sobre integração regional.


“Timor não tem condições económicas para aderir à ASEAN, o bloco económico desta região. E por isso pode apostar no triângulo do crescimento, um primeiro passo para a integração sub-regional com uma parte da Indonésia e outra parte da Austrália”, defendeu.


O gestor português, que foi ministro do Trabalho e Segurança Social e ministro da Indústria e da Energia de Portugal, participou esta semana, com dirigentes e especialistas timorenses e estrangeiros, num encontro em Díli onde se debateram as potencialidades e os desafios de uma maior integração sub-regional no triângulo entre Timor-Leste, o norte da Austrália e o leste da Indonésia.


Uma integração que, por ser menos exigente do que a adesão à ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), é “perfeitamente realista”, tem exemplos idênticos na própria Ásia e pressupõe, na opinião de Mira Amaral, um investimento paralelo no desenvolvimento de infraestruturas e de aposta na educação e formação profissional.


É necessário, defendeu, “melhor coordenação” entre os dois lados da ilha de Timor em setores como transportes de mercadorias, procurar complementaridades com a Austrália e a Indonésia e, a três, procurar alternativas para acesso aos mercados.


“Timor deve puxar pela sua agricultura, dando-lhe um maior contexto empresarial, nas pescas, e tem alguns recursos minerais que pode aproveitar, exportando-os e dando-lhes algum valor acrescentado”, sugeriu.


Processar produtos industriais através de matérias-primas que importe e transforme antes de exportar ou trabalhar a última fase de produtos semiacabados são outras opções, disse ainda.


Mira Amaral lembrou que pelo menos o mundo empresarial da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) reconhece ainda em Timor-Leste o potencial do país ser uma plataforma entre o mundo lusófono e a ASEAN.


O Fórum Sub-Regional de Integração Económica, que decorreu esta semana, foi uma iniciativa do Grupo de Trabalho Timor-Leste, Indonésia e Austrália (TIA-GT), que procura avançar na criação de sinergias neste espaço regional.


O encontro debateu e explorou “avenidas para o desenvolvimento económico no âmbito do processo de integração regional e sub-regional”.


No caso de Timor-Leste, esta integração pode mesmo ser percursora do mais amplo processo de integração, que será necessário quando avançar a adesão do país à ASEAN.



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