Impala

Guia turístico vai ser renovado este ano para consolidar o destino Guiné-Bissau

O primeiro e único guia turístico da Guiné-Bissau contemporânea, publicado em 2016, vai ter este ano uma segunda edição atualizada para consolidar o país enquanto destino de viagem, disse à Lusa a autora, Joana Benzinho.

*** Serviço vídeo disponível em www.lusa.pt ***



Bissau, 28 jan (Lusa) – O primeiro e único guia turístico da Guiné-Bissau contemporânea, publicado em 2016, vai ter este ano uma segunda edição atualizada para consolidar o país enquanto destino de viagem, disse à Lusa a autora, Joana Benzinho.


“Nos últimos meses tem havido desenvolvimentos na área turística”, nomeadamente com o aparecimento de nova oferta hoteleira, o que justifica uma revisão do guia, referiu.


O trabalho no terreno está em curso e a segunda edição deverá ser publicada a meio do ano, mantendo quatro línguas: português, inglês, francês e espanhol.


O guia “À descoberta da Guiné-Bissau” contará com uma versão digital gratuita na Internet, acessível em diferentes endereços — bastando pesquisar pelo título num motor de busca, tal como já acontece com a primeira edição.


A segunda edição vai ter um novo aspeto gráfico, mais mapas do país e ilustrações de Jorge Mateus a pontuar fotos e textos sobre as nove regiões do país — incluindo as ilhas Bijagós, uma das pérolas guineenses em que a biodiversidade é o principal trunfo.


O projeto surge numa altura em que o país continua mergulhado numa crise política, mas Joana Benzinho realçou que “a instabilidade política não interfere de forma nenhuma com o turismo”.


“Nunca tivemos problemas sociais de monta e não temos assaltos ou criminalidade contra estrangeiros na Guiné-Bissau”, referiu.


Joana Benzinho lidera a organização não-governamental portuguesa Afectos com Letras, que desenvolve projetos nas áreas da educação, saúde e alimentação em território guineense.


O guia surgiu como um projeto paralelo daquela responsável, em articulação com as autoridades guineenses, e é financiado na totalidade pela União Europeia, com 50 mil euros de investimento total nas duas edições.


“Temos que dar a conhecer a Guiné-Bissau, desconstruir um pouco esse mito” de que o país não é seguro, acrescentou à Lusa, Inês Pestana, gestora de projetos na delegação guineense da União Europeia (UE).


A primeira edição do guia da Guiné-Bissau já serviu para mostrar o país em certames como a Bolsa de Turismo de Lisboa e noutras iniciativas no Parlamento Europeu — nomeadamente junto de quem reside noutros países que não têm uma relação histórica com a Guiné.


Ao mesmo tempo que sugere percursos pelo país, o guia mostra os projetos que a UE tem apoiado ao longo de 40 anos de trabalho na Guiné-Bissau.


Serve de exemplo o memorial à escravatura, um museu inaugurado em 2016 em Cacheu, cidade no norte do país, ponto de chegada dos portugueses à Guiné no século XV e entreposto da rota de escravos do Atlântico.


Ou outros trabalhos relacionados com o meio-ambiente e promoção dos saberes tradicionais.


“Aqui não falamos de um turismo de massas, mas sobretudo de atividades sustentáveis, como ecoturismo”, conclui Inês Pestana.



LFO // VM

By Impala News / Lusa


RELACIONADOS

Guia turístico vai ser renovado este ano para consolidar o destino Guiné-Bissau

O primeiro e único guia turístico da Guiné-Bissau contemporânea, publicado em 2016, vai ter este ano uma segunda edição atualizada para consolidar o país enquanto destino de viagem, disse à Lusa a autora, Joana Benzinho.