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Governador do Banco Central de São Tomé quer “inclusão financeira” para combater crise no país

O novo governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP) defendeu a “literacia e inclusão financeira” como necessários para inverter a atual situação económica e financeira do arquipélago, que atravessa uma crise financeira grave.

São Tomé 17 dez (Lusa) – O novo governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP) defendeu hoje a “literacia e inclusão financeira” como necessários para inverter a atual situação económica e financeira do arquipélago que atravessa uma crise financeira grave.


“A literacia e inclusão financeira são extremamente determinantes para a redução da pobreza, combate à economia informal e melhoria das condições de vida de forma geral. São esses os desideratos que se pretende para uma economia com pequena dimensão como a nossa” disse Hélio de Almeida arquipélago.


São Tomé e Príncipe tem enfrentado desde os últimos meses um agravamento da situação financeira, o que tem obrigado ao pagamento dos salários da administração pública com um atraso de cerca de 20 dias.


Hélio Almeida foi nomeado há uma semana governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe, substituindo no cargo Maria do Carmo Trovoada Silveira indicado para assumir funções de Secretaria executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Teve o seu primeiro encontro com o primeiro-ministro Patrice Trovoada e no final sublinhou também a necessidade da uma “estabilidade e robustez do setor financeiro, organização e gestão dos recursos postos a disposição do Banco Central”.


Considera-os como “pilares” importantes para uma “rápida transformação do setor financeiro” do arquipélago a par de uma “comunicação proactiva com o exterior”.


“Muitas vezes as ações do Banco Central são mal compreendidas pelo comum do público e em torno dessa pouca compreensão, tem havido muitas especulações e, naturalmente, nós pretendemos combatê-la com uma comunicação proactiva, célere e coerente das ações que nós vamos levar a cabo no Banco Central”, explicou Hélio de Almeida.


A atual conjuntura financeira internacional obriga, segundo o novo governador a que o BCSTP adote um novo posicionamento face ao “advento da própria crise internacional”.


“A atuação do Banco Central tem que ter em conta uma articulação muito célere e atuante no que concerne ao processo de política orçamental do Governo e a política monetária e cambial que é produzida pelo banco central”, acrescentou.



MYB // MSF


Lusa/fim


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