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Filme retrata quotidiano de refugiado e de sem-abrigo nas ruas de Arroios, em Lisboa

A curta-metragem “Sem refúgio” retrata o quotidiano de um refugiado e de um sem-abrigo conhecidos nas ruas de Arroios, em Lisboa, um filme que, segundo o realizador, visa sensibilizar os espetadores para estas realidades.

Lisboa, 12 jan (Lusa) – A curta-metragem “Sem refúgio”, hoje apresentada, retrata o quotidiano de um refugiado e de um sem-abrigo conhecidos nas ruas de Arroios, em Lisboa, um filme que, segundo o realizador, visa sensibilizar os espetadores para estas realidades.


“Com este filme, quero transmitir uma mensagem positiva, que estas são pessoas com bons princípios”, disse à agência Lusa o realizador da curta-metragem, Henrique Barroso, à margem da antestreia, que decorreu no auditório do liceu Camões.


O jovem formado na área do cinema contou que teve a ideia para realizar o filme quando, num dia à noite em que ia a caminho de um concerto, teve de estar parado durante algumas horas no Jardim Constantino devido a um pneu furado do carro.


“Percebi a dinâmica do espaço e que ali pernoitam vários sem-abrigo”, indicou.


Foi também nessa ocasião que resolveu juntar a temática dos refugiados: “São pessoas que têm um dia-a-dia incerto e que estão quase no fundo da escala social, sem acesso a um lar e a meios de subsistência”.


Além disso, “há muitos refugiados que se tornam sem-abrigo”, observou.


Filmada em apenas um dia e uma noite, a curta-metragem – a segunda da autoria de Henrique Barroso -, mostra a realidade de um sírio que chega a Arroios à procura de uma vida melhor (a sua mulher continua no país de origem) e conhece um sem-abrigo durante uma ação de distribuição de comida de uma equipa de rua.


Nessa noite, os dois acabam por dormir na mesma rua, e aí criam uma relação de amizade e de apoio mútuo, ainda que sem falar a mesma língua.


Em cerca de 17 minutos, o filme retrata também alguns costumes muçulmanos, como o facto de não comerem carne de porco e de rezarem assim que acordam.


Segundo Henrique Barroso, a curta-metragem “Sem refúgio” espelha “o quotidiano multicultural da freguesia e de Lisboa”.


O projeto, que “não teve grandes custos [financeiros]”, contou com o apoio da Junta de Freguesia de Arroios (ao nível do licenciamento do espaço público para as filmagens) e de outras entidades como a Câmara Municipal e a Mesquita de Lisboa, em termos de logística, adiantou o realizador.


Presente na antestreia, a presidente da Junta de Freguesia Arroios, Margarida Martins (PS), considerou que “a temática é importante”, já que esta zona da cidade reúne pessoas de quase 80 nacionalidades e também muitos sem-abrigo.


Acresce que “é importante mostrar todas as facetas da freguesia e o trabalho dos jovens”, apontou a responsável.



AYMN // ARA


Lusa/Fim


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