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Diretor para África do FMI aborda com Governo angolano situação económica do país

O diretor para África do Fundo Monetário Internacional manteve hoje um encontro com o ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, com o qual abordou os novos desafios da economia angolana face à baixa do preço do petróleo.

Luanda, 12 dez (Lusa) – O diretor para África do Fundo Monetário Internacional manteve hoje um encontro com o ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, com o qual abordou os novos desafios da economia angolana face à baixa do preço do petróleo.


Abebe Selassie, que ocupa o cargo desde setembro passado, disse, em declarações à imprensa, que a sua deslocação a Angola faz parte de um périplo que está a realizar por alguns países africanos.


“Estou aqui para me reunir com as autoridades angolanas, isto para conseguir ter um melhor entendimento da economia do país, os desafios que surgiram em consequência do declínio do preço do petróleo”, disse o responsável.


Segundo Abebe Selassie, no encontro abordou com o governante angolano os desafios e as medidas que as autoridades têm que ter para melhor a economia do país.


“Comecei agora a minha ronda de conversações com o ministro das Finanças e vou continuar a fazer esta visita aqui a Angola e outros países da região”, disse Abebe Selassie, salientando que a sua deslocação a Luanda veio ajudar a ter uma melhor perspetiva da situação.


“Vou continuar a ter outras reuniões com outros quadros do Governo para discutir questões semelhantes”, disse.


Por sua vez, o diretor do gabinete de Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças de Angola, Emílio Londa, considerou importante a visita daquele responsável do FMI a Luanda, porquanto poderá “advogar as iniciativas do país, com base no conhecimento prático sobre a realidade”.


“Durante os próximos dias terá diferentes encontros, com diferentes entidades do Governo de Angola, com o objetivo de inteirar-se sobre os principais desenvolvimentos económicos que o país tem vivido, particularmente as reformas económicas que têm sido implementadas desde 2014 para cá”, referiu.


Em novembro passado, uma delegação do FMI visitou Angola, e teve na agenda encontros com as autoridades angolanas para analisar os atrasos nos pagamentos do Estado angolano, a situação da banca nacional ou a dívida púbica do país.


Angola, o maior produtor de petróleo em África, vive desde o final de 2014, uma profunda crise financeira, económica e cambial, decorrente da quebra para metade nas receitas com a exportação de crude.



NME // VM


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