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Diretor de Operações do Banco de Canadá orgulhoso das raízes portuguesas

O diretor de Operações do Banco do Canadá, Filipe Dinis, manifestou-se orgulhoso das suas raízes portuguesas, considerando que contribuíram para o seu sucesso profissional.

Otava, Canadá, 09 jan (Lusa) — O diretor de Operações do Banco do Canadá, Filipe Dinis, manifestou-se orgulhoso das suas raízes portuguesas, considerando que contribuíram para o seu sucesso profissional.


“Tenho de agradecer aos meus pais. A decisão de imigrar de Portugal para o Canadá não foi fácil. Tentaram mudar a situação da família. Na altura era o único filho, o meu irmão já nasceu no Canadá. Os interesses dos filhos foram sempre muito importantes. Devo muito aos meus pais”, afirmou Filipe Dinis, de 51 anos, em declarações à Lusa.


Filipe Dinis nasceu na Covilhã, no distrito de Castelo Branco, mas está no Canadá desde os quatro anos, e é Diretor de Operações do Banco do Canadá desde maio de 2014.


A ligação com Portugal, em termos culturais e da língua portuguesa, sempre estiveram presentes na vida do luso-canadiano. Após ter crescido num bairro tradicionalmente português em Montreal (Le Plateau), o luso-canadiano e seu irmão frequentaram a escola portuguesa local.


“Devido a essa determinação da cultura lusitana, consigo compreender e falar a língua portuguesa. Tenho muito orgulho e reconheço essas decisões que foram feitas por mim e pelos meus pais na altura”, sublinhou.


Filipe Dinis é licenciado pela Universidade de McGill, com um bacharelato em Comércio (1988), mais recentemente, em 2010, concluiu um diploma em contabilidade.


O luso-canadiano quer manter as ligações com Portugal que continuam fortes até porque visitou recentemente o país de origem, o que levou a um dos seus três filhos a aprender português.


“Eles gostaram muito de Portugal, tanto que o meu filho de 17 anos começou a ter aulas de português e a aprender a cultura portuguesa. Os outros certamente vão seguir os seus passos. Ele agora já fala e compreende o português”, frisou, mostrando-se “muito orgulhoso”.


Outra das ligações a Portugal é o futebol, e os filhos, com 17 e 14 anos, e a filha com 10 anos, “tiveram uma grande alegria no verão com a conquista do Europeu de futebol”.


O Diretor de Operações do Banco do Canadá tem à sua responsabilidade, na instituição financeira, os recursos humanos, serviços financeiros, serviços jurídicos, o departamento de auditoria, a área da tecnologia, segurança e a produção e a distribuição das notas do banco, bem como outros projetos que estão a ser desenvolvidos.


A ciber-segurança da instituição também está na alçada do luso-canadiano, uma questão muito importante e “um risco reconhecido em termos mundiais”.


“É um risco reconhecido em termos mundiais. Com respeito às operações do Banco do Canadá é a mais alta prioridade. Temos a responsabilidade de prestar aconselhamento sobre a resiliência dos sistemas nacionais de pagamento e liquidação. Estamos a fazer investimentos significativos no que fizemos até agora para estarmos bem posicionados em lidarmos com a ciber-segurança”, explicou.


No entender de Filipe Dinis, “uma organização não deve assumir que tudo está bem”, até porque hoje existem muitos riscos nesta área da ciber-segurança, daí que sugere “ser necessário estarmos atentos e vigilantes”.


Outro dos projetos em que Filipe Dinis está envolvido é o museu do Banco do Canadá, a ser inaugurado no verão de 2017, num ano em que o Canadá está a celebrar o 150.º aniversário.


“Será um museu interativo para dar a oportunidade aos visitantes portugueses e canadianos de aprenderem quais todas as funções do Banco do Canadá. Estamos muito contentes”, sublinhou.


Antes de exercer o cargo de Diretor de Operação do Banco do Canadá, Filipe Dinis integrou o gabinete de apoio (Privy Council Office) ao antigo primeiro-ministro, Stephen Harper, desempenhou funções como Diretor de Finanças e Comissário Adjunto do Departamento Fiscal do Canadá (Revenue Canada Agency), além de uma passagem pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre outros cargos nos setores privado e público.



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