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Aumento das quotas de pesca para 2017 “globalmente dentro das expectativas”- Anopcerco

O presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (Anopcerco), Humberto Jorge, disse que os aumentos das quotas da pesca para 2017 estão “globalmente dentro das expectativas”, mas lamentou a redução na pescada.

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Lisboa, 14 dez (Lusa) – O presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (Anopcerco), Humberto Jorge, disse hoje que os aumentos das quotas da pesca para 2017 estão “globalmente dentro das expectativas”, mas lamentou a redução na pescada.

Os ministros das Pescas da União Europeia chegaram na madrugada de hoje a acordo sobre os totais admissíveis de capturas (TAC) e respetivas quotas nacionais, numa maratona negocial de 16 horas, que resultou num aumento para Portugal de 11%, correspondente a quase 121 mil toneladas que poderão ser capturadas no próximo ano. Portugal viu os cortes da pescada reduzidos a 5% em 2017, quando a proposta da Comissão Europeia era de 34%.

“Está globalmente dentro das expectativas que criámos, mas lamentamos a diminuição de 5% da pescada, que não se justifica”, disse Humberto Jorge, à Lusa.

Humberto Jorge afirmou que “há aumentos que são obviamente positivos”, como o relativo ao tamboril, “uma quota importante para a frota costeira polivalente”, e que cujas capturas aumentam em 54%.

A Anopcerco lamenta a redução de 5% da pescada e justifica: “Porque é uma quota que já está num nível bastante baixo e não condiz com o aumento do recurso que se está a verificar neste momento pela frota pesqueira. Essa é uma questão em que nem sempre há esse encontro com a realidade”.

Humberto Jorge reforçou que no caso da pescada, “no mínimo tudo devia ficar como estava” e abordou as suas preocupações.

“Receamos que possa acontecer o mesmo de há quatro ou cinco anos, quando se verificou que o recurso estava numa situação de recuperação e estava-se a baixar a quota ainda mais, o que nos provoca imensas dificuldades de gestão, porque depois as necessidades de pesca são muuito superiores à quota que está em vigor. E é isso que não queremos que se repita”, disse.

A Anopcentro teme ainda que o mesmo possa acontecer com o biqueirão, elogiando por um lado o aumento de 18% da quota, mas por outro sublinhando que “há de facto uma abundância enorme, até anormal”, de biqueirão na costa portuguesa, pelo que os 18% não condizem com a realidade.

“É um aumento positivo para a frota do cerco, apesar de acharmos que está muito aquém daquilo que seria expectável porque o aumento do recurso na nossa costa é muito superior ao que estava anteriomente. por isso, achamos que devia ter aumentado bastante mais”, reiterou.

Positivo é também o aumento de 5% do lagostim que, segundo Humberto Jorge, “condiz com o aumento claro do recurso sul nas águas portuguesas”.

“Ainda assim, é uma quota em que já temos muita dificuldade em gerir durante o ano, mas sempre irá permitir aliviar mais um bocadinho esta pescaria”, disse.

Após 16 horas de negociações, que começaram na terça-feira de manhã e terminaram já na madrugada de hoje, Portugal fez valer os argumentos científicos que davam conta do bom estado dos ‘stocks’ de pescada em águas nacionais e, a partir de 01 de janeiro, poderão ser capturadas 2.936 toneladas desta espécie.

JMG (IG/ACC) // MSF

Lusa/fim


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