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Angola continua com baixas trocas comerciais com países da África Austral

O comércio angolano intra-Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) continua a ter um peso relativo reduzido face às relações comerciais de Angola com o resto do mundo, segundo um estudo divulgado hoje em Luanda.

Luanda, 15 dez (Lusa) – O comércio angolano intra-Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) continua a ter um peso relativo reduzido face às relações comerciais de Angola com o resto do mundo, segundo um estudo divulgado hoje em Luanda.


Os dados constam do “Estudo do Impacto da Adesão à Zona de Comércio livre da SADC nas Receitas Alfandegárias”, realizado no âmbito do Projeto de Assistência Técnica ao Secretariado Nacional da SADC, apoiado em 1,4 milhões de euros pela União Europeia, que hoje encerrou depois de três anos de execução.


No documento refere-se que as importações da SADC representaram, em média, no período entre 2011 e 2015, 7,98% das importações totais angolanas e 96,16 por cento das importações angolanas na comunidade austral, mais concretamente 280,96 milhões de dólares (264,2 milhões de euros).


No período em referência, Angola importou essencialmente bens intermédios e de capital, que representaram no seu conjunto, em média, cerca de 33,92%.


A importação de alimentos e combustíveis, uma das principais preocupações manifestadas pelo executivo angolano, corresponderam no período em análise cerca de 17,77% das importações oriundas da SADC.


A análise aos países de origem das importações por Angola indica que a foram essencialmente realizadas na África do Sul e a Namíbia.


Ao contrário, as exportações de Angola foram maioritariamente feitas para a África do Sul, numa média de 93,34%, seguindo-se as vizinhas República Democrática do Congo com 2,55% e a Namíbia, com 2,09% das mercadorias saídas de Angola para o espaço intra-comunitário.


Entre 2011 e 2015, as exportações angolanas para a SADC corresponderam a 0,32% do total nacional, e a 3,84% das realizadas para a comunidade austral, equivalendo a 11,21 milhões de dólares (10,5 milhões de euros).


O estudo informa que no último quinquénio, as receitas aduaneiras de Angola provenientes do comércio com a SADC corresponderam a 8,30% das receitas alfandegárias totais, em moeda o correspondente a 292,18 milhões de dólares (274,7 milhões de euros).


“Os dados evidenciam que a arrecadação e receitas alfandegárias com os EM (Estados-membros) da SADC são essencialmente resultante do fluxo de importação, uma vez que no processo de exportação apenas se regista a cobrança das despesas de tipo administrativo, nomeadamente emolumentos”, refere o estudo.


Em conclusão, o estudo sublinha que “a implementação da Zona de Comércio Livre por parte de Angola não será nunca um processo abrupto, com um desarmamento pautal total e imediato”.


Acrescenta que a definição pela SADC do princípio da livre adesão e de que todos os parceiros devem poder obter ganhos pela sua participação, de categorias de produtos e dos prazos diferenciados de desarmamento pautal permitem a Angola uma margem de negociação para que o processo aconteça de forma gradual, “com amplitude, intensidade e ritmo ajustados à avaliação das condições de base da economia angolana e dos efeitos que essa implementação irá induzir”.



NME // APN


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