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Detidas 161 pessoas no México por vandalismo em protestos contra subida do preço do combustível

As autoridades mexicanas detiveram 161 pessoas no estado do México, vizinho da capital do país, acusadas de atos de atos de vandalismo no âmbito dos protestos pela subida do preço do combustível.

México, 05 jan (Lusa) — As autoridades mexicanas detiveram 161 pessoas no estado do México, vizinho da capital do país, acusadas de atos de atos de vandalismo no âmbito dos protestos pela subida do preço do combustível.


Em comunicado, o governo do estado localizado no centro sul do México, informou que 126 adultos e 35 menores foram presos “por vários atos de vandalismo” em estabelecimentos comerciais nos municípios de Acolman, Ecatepec, Naucalpan, Nicolas Romero, Tultepec e Tecamac.


Residentes de Ecatepec confirmaram à agência Efe ter presenciado pilhagens em centros comerciais e lojas na zona, e denunciaram que a polícia não estava a intervir apesar dos assaltos.


Dos adultos detidos, 106 são homens e 20 mulheres, e entre os menores há 30 do sexo masculino e cinco do sexo feminino.


O Presidente do México, Enrique Peña Nieto, prometeu “mão pesada” face o agravamento dos protestos pela subida dos preços dos combustíveis, que na quarta-feira se intensificaram com atos de vandalismo, cortes de estradas e nos terminais da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) em vários pontos do país.


O preço da gasolina aumentou 20,1% e o do gasóleo 16,5%. A partir de 18 de fevereiro, o preço vai ser atualizado diariamente pelo Governo.


Esta é a primeira fase da abertura do mercado do combustível aos privados e da liberalização dos preços, inicialmente prevista para 2018, mas o Governo decidiu antecipar um ano a decisão.


“Isso provocou o descontentamento, é muito claro e compreensível. Devemos explicar porque o fizemos. Sabemos que é impopular”, disse o subsecretário de Estado.


O aumento do preço dos combustíveis é uma das etapas da reforma energética iniciada por Pena Nieto, para revitalizar o setor do petróleo.


O Presidente assinou em agosto de 2014 uma reforma histórica para acabar com o monopólio estatal de quase 80 anos do setor, abrindo a produção de petróleo no México a empresas privadas estrangeiras.



FV (MSE) // ISG


Lusa/fim


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