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Carreiros do Monte, na Madeira, não fazem viagens por respeito à família de vítima

Os carreiros do Monte, na Madeira, não fazem hoje qualquer viagem nos tradicionais e turísticos carros de cesto, por respeito à família do presidente da Associação de Carreiros, morto a tiro na quarta-feira.

Funchal, Madeira, 12 jan (Lusa) – Os carreiros do Monte, na Madeira, não fazem hoje qualquer viagem nos tradicionais e turísticos carros de cesto, por respeito à família do presidente da Associação de Carreiros, morto a tiro na quarta-feira.


“Por uma questão de respeito à família de Norberto Gouveia os carreiros hoje não efetuam nenhuma descida”, informou fonte da associação.


O presidente morreu na quarta-feira, na freguesia do Monte, na Madeira, depois de ter sido alvejado a tiro na sequência de uma discussão, com um outro profissional dos carros de cesto, confirmou à Lusa fonte da Policia Judiciária.


“Foram disparados cinco tiros, em diferentes ocasiões”, explicou, precisando que depois de três tiros iniciais, o presumível autor dos disparos entrou num café das imediações e disse: “Já viram? Eu não disse? Um já está, faltam dois”.


A mesma fonte explicitou que “seria intenção atingir ainda mais dois elementos da atual direção da associação”, o que não aconteceu, apenas “porque não se encontravam naquele lugar, na altura”.


Explicou que o presumível autor “saiu do café e, ao passar pela vítima que se encontrava a ser assistida por um colega, terá reparado que ainda poderia estar vivo e, à queima-roupa, disparou mais dois tiros”, apesar dos “pedidos insistentes dos colegas para o não fazer”.


Os carros de cesto são uma das principais atrações turísticas da Madeira e consistem numa descida de dois quilómetros entre o Monte a zona do Livramento.


Este meio de transporte tem origens no século XIX, altura em que os carros de cesto eram usados para deslocações rápidas até à cidade do Funchal.




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