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Autópsia realizada na África do Sul afasta morte violenta de turista australiana em Moçambique

A autópsia realizada na África do Sul ao corpo de uma turista australiana, encontrada sem vida numa estância turística no sul de Moçambique, afastou o uso de violência como causa de morte, avançou hoje a imprensa australiana.

Maputo, 09 dez (Lusa) – A autópsia realizada na África do Sul ao corpo de uma turista australiana, encontrada sem vida numa estância turística no sul de Moçambique, afastou o uso de violência como causa de morte, avançou hoje a imprensa australiana.


Uma primeira autópsia em Moçambique já indicava a ausência de uso de violência na morte de Elly Warren, a 09 de novembro na praia do Tofo, província de Inhambane, e uma outra realizada na África do Sul parece seguir a mesma conclusão, noticiou o The Australian, que acrescentou não ter sido possível determinar as quantidades de substâncias consumidas.


De acordo com o jornal, um relatório preliminar concluiu que a jovem de 20 anos desmaiou, caiu de frente e morreu asfixiada pela areia.


“O que causou o desmaio não é conhecido. Houve especulação nos media de que ela podia ter recebido algum tipo de droga usada em violações, mas os relatórios de toxicologia da África do Sul parecem indicar que a única droga no seu sistema era o álcool”, escreve o The Australian.


Uma terceira autópsia foi realizada na cidade onde residia, em Melbourne, mas os resultados só devem ser conhecidos em fevereiro.


A jovem australiana foi encontrada sem vida por um pescador de madrugada num balneário público na praia do Tofo, uma das mais procuradas no sul do país, e as primeiras notícias sugeriam um caso de violação.


Antes de ter sido encontrada morta, Elly Warren tinha participado num programa de voluntariado de pesquisa sobre fauna marinha em Moçambique e pretendia ficar mais alguns dias no Tofo, ponto de atração de turistas estrangeiros jovens e local de eleição para a prática de mergulho e surf e ainda conhecido pela sua vida noturna.


O caso foi amplamente difundido na imprensa australiana e internacional, que apontava versões contraditórias sobre o uso de violência contra a jovem australiana.


A polícia moçambicana disse que as primeiras averiguações não indiciavam sinais de violência, ao mesmo tempo que rejeitou qualquer razão para alarme em relação à segurança na estância turística do Tofo.



HB (EYAC) // VM


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