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Vhils vai levar 300 obras próprias ao Museu de Arte Urbana em Cascais

O artista português Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, vai expor 300 das suas obras no Museu de Arte Urbana, que vai ter lugar este ano em Cascais, pela primeira vez.

Cascais, Lisboa, 13 jan (Lusa) – O artista português Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, vai expor 300 das suas obras no Museu de Arte Urbana, que vai ter lugar este ano em Cascais, pela primeira vez.


O Museu de Arte Urbana, que se encontra entre as cerca de 50 iniciativas previstas para Cascais, em 2017, foi anunciado pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Miguel Pinto Luz, num encontro com jornalistas, na quinta-feira.


Cerca de 1200 metros quadrados, em Cascais, vão ser transformados num Museu de Arte Urbana, que vai acolher trabalhos de vários artistas, entre os quais 300 obras da coleção particular de Vhils, que ficarão em depósito, e 25 obras adquiridas e comissionadas.


A concretização do projeto ainda não tem datas definidas, mas a sua realização está assegurada, no programa da câmara para 2017.


Alexandre Farto nasceu em Lisboa, em 1987 e terminou os seus estudos de Arte em 2008, em Londres.


Vhils cresceu no Seixal, onde começou por pintar paredes e comboios com ‘graffiti’, aos 13 anos.


Captou a atenção a ‘escavar’ muros com retratos, um trabalho que tem sido reconhecido a nível nacional e internacional e que já levou o artista a vários cantos do mundo.


Em 2014, inaugurou a primeira grande exposição em Portugal, no Museu da Eletricidade, em Lisboa. “Dissecação/Dissection” atraiu mais de 65 mil visitantes em três meses.


Esse ano ficaria também marcado pela colaboração com a banda irlandesa U2, para a qual criou um vídeo incluído no projeto visual “Films of Innocence”, um complemento do álbum “Songs of Innocence”.


Em 2015, o trabalho de Vhils chegou ao espaço, à Estação Espacial Internacional (EEI), no âmbito do filme “O sentido da vida”, do realizador Miguel Gonçalves Mendes.


Nesse ano, inaugurou a primeira exposição individual em Hong Kong, “Debris”, no topo do Pier 4 (Cais 4).


No passado mês de dezembro, inaugurou o seu primeiro trabalho em Macau, um mural nos jardins do Consulado de Portugal naquela região administrativa especial da China, que teve administração portuguesa até 1999.


O mural resultou de uma parceria entre o Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, e a Casa de Portugal em Macau.


Em novembro, Vhils fez um mural com José Saramago, em Madrid, dois meses depois de ter sido anunciada a criação de cinco murais seus, em Newark, nos Estados Unidos, em cada um dos bairros da cidade, que acolhe uma grande comunidade portuguesa.


A iniciativa reuniu o consulado de Portugal, com a câmara municipal e o Museu de Newark.


Vhils recebeu o prémio personalidade do ano 2015, da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal.



MYDM (MP/AYS/DM) // MAG


Lusa/fim


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