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Universidades europeias apelam a Trump para rever proibição a muçulmanos

A Associação Europeia de Universidades apelou hoje para uma revisão imediata da ordem executiva do Presidente norte-americano, Donald Trump, destinada a impedir a entrada no país de cidadãos originários de sete estados muçulmanos.

Lisboa, 30 jan (Lusa) — A Associação Europeia de Universidades apelou hoje para uma revisão imediata da ordem executiva do Presidente norte-americano, Donald Trump, destinada a impedir a entrada no país de cidadãos originários de sete estados muçulmanos.


A EUA, na sigla em inglês, manifestou-se “profundamente preocupada” com a ordem emitida por Donald Trump e as “imediatas e desnecessárias consequências” nos investigadores internacionais, universidades e estudantes.


Na sexta-feira, o Presidente norte-americano assinou uma ordem executiva que proíbe a entrada a todos os refugiados durante 120 dias, assim como a todos os cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Síria, Líbia, Sudão, Irão, Iraque, Somália e Iémen) durante 90 dias.


A ordem, impedindo temporariamente a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países de maioria muçulmana não só “afeta injustamente a vida das pessoas”, como é “potencialmente danosa” para a livre circulação de pessoas e ideias, a pedra de toque no ensino superior e investigação, lê-se no comunicado emitido hoje pela organização.


“Embora as preocupações de segurança do Presidente Trump possam ser justificadas, isto é brincar à política com o mundo do conhecimento e com a vida dos académicos e dos estudantes”, afirma Lesley Wilson, secretária-geral da associação, citada no comunicado.


Para a responsável, “uma grande economia do conhecimento” como é a dos Estados Unidos “não pode permitir-se encerrar”.


“Não é apenas eticamente errado, é também um enorme obstáculo à circulação vital do talento global”, acrescenta.


As universidades já estão a sofrer as consequências no seu pessoal e alunos, indica a EUA, referindo que a medida será “extremamente problemática em vários setores”.


As restrições a viajar, agora direcionadas a países sitiados, estão a afetar o movimento de estudantes e professores envolvidos em parcerias académicas, conferências, visitas de investigação no terreno e programas internacionais de estudo em universidades e comunidades à volta do mundo, incluindo na Europa.


A associação apela ao Presidente dos EUA para rever ou reformular esta ordem executiva para evitar qualquer ameaça à livre circulação de pessoas e conhecimento e para que a nova administração tenha consciência da importância suprema da mobilidade global e da abertura à sociedade como um todo.


A Associação Europeia de Universidades representa mais de 800 universidades em 47 países.



AH // JPF

By Impala News / Lusa


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