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Sacerdote luso-venezuelano tem uma coleção de quase 400 presépios

Motivo de alegria e de inspiração, os presépios são das imagens religiosas que inspiram o cónego Alexandre Mendonça, diretor da Missão Católica Portuguesa de Caracas, que tem uma coleção de quase 400 exemplares de diferentes tamanhos e países.

*** Serviço vídeo disponível em www.lusa.pt ***



Caracas, 24 dez (Lusa) – Motivo de alegria e de inspiração, os presépios são das imagens religiosas que inspiram o cónego Alexandre Mendonça, diretor da Missão Católica Portuguesa de Caracas, que tem uma coleção de quase 400 exemplares de diferentes tamanhos e países.


“Desde criança que para mim as imagens sempre foram chamativas, de maneira particular os presépios. Com o passar dos anos, pude ir colecionando. As pessoas tiveram conhecimento dessa causa e por isso tenho a felicidade de ter tantos presépios na residência paroquial, de tantos países do mundo”, disse à agência Lusa.


Sem olhar para o tamanho ou a qualidade, mas sim o carinho com que é oferecido, o sacerdote admitiu que há uns de que gosta mais do que outros, mas disse ter um que foi dedicado à memória da sua falecida mãe, “que está dentro das asas de um anjo” e que “tem um significado muito particular”.


“O último presépio foi trazido precisamente de Fátima, de Portugal, é pequenino, todo feito em papel, muito lindo”, frisou.


Por outro lado, explicou que “para um homem de fé”, como é o seu caso, os presépios são “uma fonte de imensa inspiração, também de muita paz, muita alegria”.


“Fazem saber que o Deus distante se aproximou tanto da nossa condição que até assumiu a nossa realidade física”, considerou Alexandre Mendonça.


“Graças ao dom da fé não ficamos só na referência histórica, sabemos que todos os anos o Senhor nasce no coração daqueles que o amam. O tempo de preparação para o Natal, o advento, ajuda-nos profundamente a tomar consciência dessa realidade de maneira a não deixar passar de forma despercebida esta experiência que somos chamados a viver”, frisou.


No entanto, o sacerdote considerou que “nada nem ninguém” deve ocupar o “espaço sagrado” e que a família reúne-se para preparar o presépio, para compartilhar esse momento de alegria.


“Hoje em dia há outras imagens como São Nicolau e Espírito do Natal como chamam aqui (Venezuela), e que não sei se existem noutros países do mundo, mas que lamentavelmente só nos asfastam da essência do Natal que não é outro que o nascimento do menino Jesus”, frisou.


Natural da Madeira, Alexandre Mendonça emigrou, ainda criança, para a Venezuela, onde estudou e enveredou pelo sacerdócio. Há 28 anos que dirige a Missão Católica Portuguesa de Caracas, cidade onde, além dos portugueses, presta também assistência religiosa a venezuelanos de várias paróquias.



FPG // VM


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