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Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira esgotam abertura do ciclo “Tragédia+Tempo”

Os humoristas Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira esgotaram o arranque do ciclo “Tragédia + Tempo”, dedicado à comédia, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, durante o qual falaram sobre o ofício de fazer rir.

*** serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***



Lisboa, 09 jan (Lusa) – Os humoristas Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira esgotaram hoje o arranque do ciclo “Tragédia + Tempo”, dedicado à comédia, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, durante o qual falaram sobre o ofício de fazer rir.


No Jardim de Inverno, onde decorreu uma espécie de conversa sobre humor e comédia conduzida por Ana Bola e Nuno Markl, ambos ligados à criação humorística, Bruno Nogueira disse que ele e Ricardo Araújo Pereira decidiram arriscar em programar uma série de eventos que refletissem sobre aquilo que fazem e gostam de ver fazer: Humor.


Os dois humoristas, bem conhecidos do público português, estão em sintonia quanto ao que fazem: Para Bruno Nogueira, a comédia é como uma “bóia de salvação” para ultrapassar o que é insuportável. Para Ricardo Araújo Pereira, é “uma vingança inútil para suportar” o mundo que é “demasiado áspero”.


O ciclo “Tragédia + Tempo”, feito a convite do Teatro Municipal São Luiz, prolongar-se-á até ao verão com cinema, leituras de textos humorísticos, comédia ‘stand-up’ e conversas sobre a relação entre humor e, por exemplo, política, religião e música.


Por ser alargado a vários meses, há convidados do ciclo que não estão ainda anunciados – nomeadamente da área da política, por uma questão de agendas -, mas sabe-se que, em março, os fadistas Camané e Ricardo Ribeiro participarão no ciclo e que o debate sobre religião pretende ter representantes judaicos, muçulmanos e católicos.


“Uma das coisas curiosas e simpáticas sobre fazer uma coisa deste tipo é que a conversa pode ser divertida sem ser pateta e pode ser interessante sem ser pomposa, pretenciosa”, disse Ricardo Araújo Pereira aos jornalistas momentos antes da abertura do ciclo.


Na verdade, Ricardo Araújo Pereira admitiu que talvez não fosse preciso, de facto, passar vários meses a refletir sobre humor e comédia, mas “é interessante” porque é um tema “tão escorregadio e tão impossível de dominar”.


Aos jornalistas, Bruno Nogueira explicou que ele e Ricardo Araújo Pereira irão moderar as conversas com os vários convidados em torno do humor, que está presente no quotidiano de todos e que sofre essa síndroma de ser uma coisa ligeira.


“Eu acho que o humor é sempre dizer de maneira séria coisas que não são sérias” e é importante falar, “não é de uma maneira intelectual”, sobre a presença do humor, os limites para cada pessoa, disse Bruno Nogueira.


Do programa já divulgado, em março, o teatro acolherá uma sessão de leitura de poesia satírica e, em abril, Nuno Markl ficará encarregado de escolher uma série de filmes para exibir na Sala-Estúdio Mário Viegas.


Em maio, estão programadas duas noites de comédia ‘stand-up’, o mesmo formato que Bruno Nogueira recuperará em palco, ainda em data a anunciar.



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Lusa/fim


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