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PR diz que saúde e segurança social necessitam de políticas de médio e longo prazo

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa defendeu a necessidade de existirem em Portugal consensos explícitos nos sistemas sociais, argumentando que saúde e segurança social precisam de políticas de médio e longo prazo.

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Coimbra, 28 dez (Lusa) – O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje a necessidade de existirem em Portugal consensos explícitos nos sistemas sociais, argumentando que saúde e segurança social precisam de políticas de médio e longo prazo.


“Trata-se de domínios em que não pode haver mudanças significativas de Governo para Governo, de legislatura para legislatura. A sustentabilidade, quer da segurança social, quer do sistema nacional de saúde, exige uma visão de médio e longo prazo”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.


“E por isso é importante haver consensos”, adiantou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas, à margem do 5.º fórum anual dos Graduados Portugueses no Estrangeiro, em Coimbra.


Questionado pela agência Lusa sobre se a dificuldade dos consensos é ideológica, o PR afirmou que “durante muito tempo a questão da saúde era muito ideológica, está a deixar de ser e isso é bom”, dizendo que a segurança social também foi alvo de “debates ideológicos muito intensos” no passado.


“Está a deixar de ser [uma questão ideológica] mas ainda existe uma clivagem”, reconheceu.


No discurso que hoje dirigiu a cerca de 150 cientistas e investigadores nacionais sedeados no estrangeiro Marcelo Rebelo de Sousa disse que ainda há em Portugal dificuldades para formular “consensos explícitos” nas áreas dos sistemas sociais, mas revelou uma “teoria” sua sobre a existência de consensos “implícitos” na área da saúde.


“Se hoje se pedisse a um Governo de várias colorações para dizer o que mudava, podia haver pequenas divergências em termos do papel do setor privado, do setor público, do setor social. Mas no fundamental há uma estabilização em termos de consenso implícito sobre a saúde”, argumentou o PR.


“Isso é positivo, só que não é explícito. E como não é explícito, perde-se um bocadinho a vantagem que o ser explícito implicaria”, alegou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que o mesmo acontece no domínio da segurança social e “às vezes” na educação.


A esse propósito, o Presidente da República afirmou também que em Portugal “não faz sentido haver ainda resiliência a consensos mais explícitos” no domínio dos sistemas sociais.


Num discurso de cerca de 45 minutos, Marcelo Rebelo de Sousa traçou um retrato do país em diversos setores como a saúde, educação, inovação, justiça ou administração pública, área que disse que “vai mudando, mas muda sempre tarde demais”, traduzindo-se em obstáculos e barreiras em termos burocráticos.



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