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Possível tratamento para Alzheimer revela-se promissor após ensaios em ratos e macacos

Um novo tratamento experimental para a doença de Alzheimer revelou-se promissor após ensaios em ratos e macacos, segundo investigadores, que querem testá-lo em humanos, divulgou a revista científica Science Translational Medicine.

Washington, 25 jan (Lusa) – Um novo tratamento experimental para a doença de Alzheimer revelou-se promissor após ensaios em ratos e macacos, segundo investigadores, que querem testá-lo em humanos, divulgou hoje a revista científica Science Translational Medicine.


No tratamento foi usada uma molécula da ‘família’ dos oligonucleótidos, que afetam as instruções genéticas que permitem produzir a proteína ‘tau’.


A molécula foi injetada no fluido cérebro-espinal de ratos e macacos de laboratório, possibilitando a redução da proteína ‘tau’, que nos doentes de Alzheimer se acumula de modo anormal no cérebro.


A proteína torna-se tóxica quando se concentra sob a forma de filamentos que destroem progressivamente os neurónios (células cerebrais), atingindo a memória.


Investigadores da universidade norte-americana Washington, em St. Louis, constataram que o novo tratamento pode não só reduzir a proteína ‘tau’, mas também reverter alguns dos danos neurológicos causados pelas agregações da proteína.


Para um dos autores do estudo, Timothy Miller, professor de neurologia, a molécula usada “tem um potencial terapêutico para os humanos”.


Ensaios clínicos estão já a decorrer para testar a eficácia dos oligonucleótidos contra outras doenças neurológicas, como a de Huntington e a Esclerose Lateral Amiotrófica.



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By Impala News / Lusa


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