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Número de jovens que não estudam nem trabalham diminui no 2º trimestre – INE

O número de jovens dos 15 aos 34 anos que, não estando empregados, não estavam a estudar ou em formação atingiu no segundo trimestre o valor mais baixo desde 2011, informa o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Lisboa, 16 dez (lusa) – O número de jovens dos 15 aos 34 anos que, não estando empregados, não estavam a estudar ou em formação atingiu no segundo trimestre o valor mais baixo desde 2011, informa hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).


O INE registou 290 mil jovens, habitualmente designados ‘jovens nem-nem’, entre abril e junho passados, revelando que existe uma trajetória descendente desde o máximo de 443,6 mil observado no terceiro trimestre de 2012.


No grupo de ‘jovens nem-nem’ registados no segundo trimestre deste ano, a maioria (60,5% do total) encontrava-se numa situação de desemprego e apenas 19,9% do total tinham ensino superior.


O INE revela ainda que a maioria (59,4%) dos jovens dos 15 aos 34 anos não se encontrava a estudar no segundo trimestre deste ano, sendo a vontade de começar a trabalhar e as razões financeiras as principais motivações para a não conclusão ou a não continuação dos estudos.


“Cerca de seis em cada 10 jovens não tiveram experiência profissional durante os estudos”, acrescenta o INE no relatório ‘Jovens no Mercado de Trabalho’, um módulo ‘ad hoc’ realizado em conjunto com o Inquérito ao Emprego no segundo trimestre de 2016.


Dos 1.467,7 mil jovens que estavam empregados há menos de 12 meses ou que não tinham emprego (eram desempregados ou inativos), a quase totalidade (89,0%) afirmou naquele inquérito não ter recebido apoio institucional para encontrar emprego nos últimos 12 meses.


“O principal método pelo qual os trabalhadores por conta de outrem referem ter encontrado o atual emprego foi a rede de familiares, amigos e conhecidos”, lê-se no relatório.


As estatísticas do INE revelam também que metade dos jovens empregados afirma ter as qualificações adequadas para as funções exercidas e um terço considera-se sobre qualificado.



VP // MSF


Lusa/fim


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