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Mortalidade infantil em Angola passa dos 115 para 44 óbitos por cada mil nados vivos

O número de crianças angolanas que morrem antes dos cinco anos de 44 por cada mil nados vivos, uma redução significativa comparativamente aos últimos cinco anos, quando as taxas apontavam para 115 por cada mil.

Luanda, 22 dez (Lusa) – O número de crianças angolanas que morrem antes dos cinco anos de 44 por cada mil nados vivos, uma redução significativa comparativamente aos últimos cinco anos, quando as taxas apontavam para 115 por cada mil.


Os dados constam do Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde (IIMS), realizado entre 2015 e 2016, pelo Instituto Nacional de Estatística de Angola (INEA), em colaboração com o Ministério da Saúde de Angola, e assistência do Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).


Os resultados do inquérito, que hoje foram apresentados, permitiram calcular diretamente as taxas de mortalidade neonatal, pós-neonatal, infantil, pós-infantil e infanto-juvenil, com base no historial de nascimentos.


O inquérito revela que entre 2011 e 2015 estima-se que a taxa de mortalidade infantil (probabilidade de morrer durante o primeiro ano de vida) seja de 44 mortes por cada mil nados vivos e a taxa de mortalidade infanto-juvenil (probabilidade de morrer antes de completar os cinco anos) seja de 68 mortes em cada mil crianças nascidas vivas.


Para a mortalidade neonatal (probabilidade de morrer antes de atingir um mês de vida) está estimada em 24 mortes por cada mil nados vivos, enquanto a mortalidade pós-neonatal (probabilidade de morrer entre o primeiro mês de vida e antes de completar um ano) estima-se em 20 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas.


“Em cada 1.000 crianças que completam o primeiro ano de vida, 25 morrem entre o primeiro e o quinto aniversário (1-59 meses)”, adianta ainda o documento.


O IIMS 2015-2016 tem como objetivo fornecer informações atualizadas relativamente à situação dos homens, mulheres e crianças e medir o estado atual dos indicadores-chave, que vão permitir Angola avaliar os progressos alcançados no que diz respeito aos Objetivos do Desenvolvimento do Milénio e ao Plano nacional de Desenvolvimento Sanitário 2012-2025.


Numa comparação com cinco países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) – Namíbia, Zâmbia, República Democrática do Congo, Lesoto e Moçambique -, o inquérito revela que Angola está atrás apenas da Namíbia.



NME // EL


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