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“Mestres do Fado” sobem hoje ao palco do grande auditório do CCB

Seis fadistas, todos com mais de 50 anos de carreira, entre os quais António Rocha e Maria Amélia Proença, atuam hoje no grande auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Lisboa, 27 jan (Lusa) — Seis fadistas, todos com mais de 50 anos de carreira, entre os quais António Rocha e Maria Amélia Proença, atuam hoje no grande auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.


“Neste concerto reúnem-se vozes veteranas do fado, homens e mulheres, com estilos absolutamente distintos, e que deixaram escola neste universo musical”, afirma, em comunicado, o Museu do Fado, parceiro do CCB nesta iniciativa alargada, que se intitula “Há Fado no Cais”, no âmbito da qual, em fevereiro, atuam Teresa Siqueira, no dia 03, e Ângelo Freire, no dia 15.


Intitulado “Os Mestres”, o espetáculo apresenta António Rocha, Artur Batalha, Cidália Moreira, Filipe Duarte, Nuno de Aguiar, Maria Amélia Proença, Maria Armanda e Maria da Nazaré.


Os fadistas são acompanhados pelos músicos Ângelo Freire, na guitarra portuguesa, Diogo Clemente, na viola, pelo diretor musical do espetáculo, Marino de Freitas, na viola baixo e, ainda, por um quarteto de cordas.


Maria Amélia Proença, do bairro lisboeta de Campo de Ourique, começou a cantar o fado ainda menina, tendo ganhado a Taça Amália Rodrigues aos oito anos, e, 65 anos mais tarde, o Prémio Amália Rodrigues Carreira, em 2011.


A fadista assinala a presença praticamente em todos os elencos das casas de fado, nomeadamente o Café Luso, considerado “a catedral do fado”, que a homenageou em 2014, o Café Mondego, Os Marialvas, Adega Mesquita, Solar da Madragoa, Senhor Vinho e, atualmente, na Parreirinha de Alfama.


António Rocha, fadista do bairro lisboeta de Belém, e também poeta, conquistou, aos 13 anos, o 1.º lugar do concurso do jornal Ecos de Portugal (1951) e foi eleito “rei do fado menor” em 1959, tendo voltado a ser “coroado”, oito anos mais tarde, como “Rei do Fado”, resultante de um concurso da revista Plateia, paralelo ao dos Reis da Rádio.


O criador de “Loucuras mais, não”, que canta atualmente nas Arcadas do Faia, na capital, gravou o mais recente CD mesta sala, sob a direção do maestro Paul van Nevel.


Filipe Duarte, do bairro vizinho da Ajuda, entrou no meio fadista em finais da década de 1950, através do poeta João Linhares Barbosa, que o apresentou à fadista Lucília do Carmo e o convidou para ficar a cantar no seu restaurante, O Faia.


Artur Batalha, do bairro de Alfama, também em Lisboa, iniciou carreira aos 14 anos, na Taverna do Embuçado e, em 1971, venceu a Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios.


Maria da Nazaré, nascida no Barreiro, recebeu o Prémio Carreira da Casa da Imprensa, em 2003, e o Amália para a Melhor Intérprete, em 2013. Maria da Nazaré começou cedo a cantar e aos 17 foi contratada pela ex-Emissora Nacional. Entre outros, gravou com o fadista Fernando Farinha.


Maria Armanda, natural de Lisboa, editou no ano passado um novo álbum e completa, em 2017, 50 anos de carreira artística, contando a sua participação na Grande Noite do Fado, em Lisboa, em 1967, ano em gravou o seu primeiro vinil de 45 rotações, “O Meu Soldadinho”.


Nuno de Aguiar, do bairro da Graça, é o nome artístico de Concórdio Henriques de Aguiar, que começou a cantar, como a maioria dos seus companheiros de palco, em criança, mas profissionalizou-se em 1960, depois de ter ganhado o concurso “Primavera no Fado”, no Coliseu dos Recreios.


Cidália Moreira, natural de Olhão, no Algarve, recebeu o Prémio Amália Rodrigues Melhor Intérprete em 2005, tendo iniciado a carreira, profissionalmente, em 1963, no restaurante típico A Viela, em Lisboa.



NL // MAG

By Impala News / Lusa


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