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Macau regista primeiro caso importado de infeção humana com vírus H7N9 este ano

Macau registou o primeiro caso importado de infeção humana com vírus H7N9 este ano, numa mulher local, mas com residência na China, onde cria galinhas e fez compras em mercados de aves, informaram os Serviços de Saúde (SSM).

Macau, China, 12 jan (Lusa) – Macau registou o primeiro caso importado de infeção humana com vírus H7N9 este ano, numa mulher local, mas com residência na China, onde cria galinhas e fez compras em mercados de aves, informaram hoje os Serviços de Saúde (SSM).


A mulher de 72 anos, com casa em Zhongshan, Zhuhai, território adjacente a Macau, encontra-se em “estado estável” e ficou em isolamento porque foi diagnosticada com pneumonia, disse em conferência de imprensa, o diretor dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion.


O primeiro resultado do teste ao vírus H7N9 foi positivo, um segundo realizado esta tarde foi negativo, afirmou.


No total, desde que entrou em Macau, a idosa teve contacto com 43 pessoas, incluindo 32 profissionais de saúde, quatro doentes, quatro bombeiros e três familiares, dois dos quais residentes na região, em acompanhamento.


O risco de contágio “não é grande”, segundo Lei Chin Ion, porque “a infeção de aves para humanos é mais alta do que entre humanos no vírus H7N9”, além de que a doente foi transportada imediatamente para o hospital.


A mulher, que também sofre de diabetes e hipertensão, foi trazida por via terrestre por familiares para Macau na terça-feira, depois de ter sido hospitalizada no interior da China no domingo e de ter tido alta na segunda-feira, explicaram as autoridades de saúde aos jornalistas.


À entrada em Macau, a mulher não apresentava febre, mas foi chamada uma ambulância, tendo sido transportada numa ambulância desde o posto fronteiriço das Portas do Cerco, explicaram.


Em dezembro, um homem de 58 anos residente local e dono de uma banca de venda de aves por grosso, foi diagnosticado com H7N9, sendo, de acordo com os SSM, o primeiro caso de uma infeção de gripe aviária em humanos em Macau.


Este caso levou ao abate pelas autoridades de Macau de cerca de 10 mil aves de capoeira e à suspensão da sua venda por três dias depois de detetarem o vírus da gripe aviária no mercado abastecedor.


O vírus foi detetado num ‘stock’ de 500 galinhas sedosas, mas por motivos de segurança foram abatidas todas as aves que se encontravam no mercado abastecedor, incluindo 6.730 galinhas normais e cerca de 3.000 pombos, segundo o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM).


Esta foi pelo menos a terceira vez em 2016 que o vírus da gripe aviária foi detetado em Macau.



FV (ISG) // EL


Lusa/fim


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