INEM estuda a criação de incentivos para fixar médicos no instituto

INEM estuda a criação de incentivos para fixar médicos no instituto

O Instituto Nacional de Emergência Médica quer criar incentivos para fixar médicos e está a trabalhar com o Ministério da Saúde nesse sentido, reconhecendo que há um défice destes profissionais “há muitos anos”.

Lisboa, 09 mai (Lusa) — O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) quer criar incentivos para fixar médicos e está a trabalhar com o Ministério da Saúde nesse sentido, reconhecendo que há um défice destes profissionais “há muitos anos”.


O presidente do INEM começou a ser ouvido hoje de manhã na comissão parlamentar de Saúde, com a maioria dos partidos a questionar o responsável sobre o défice de recursos humanos e sobre o aumento do tempo de demora no atendimento das chamadas verificado no ano passado.


Sobre o défice de recursos humanos, Luís Meira reconheceu que há carências e que também se tem registado um aumento dos acidentes de serviço e do absentismo, porque vários profissionais “estão muito desgastados”.


“Mas estamos focados em garantir o aumento dos recursos humanos”, disse o presidente do instituto.


Sobre os médicos, Luís Meira reconheceu que “há um problema”, mas frisou que “não é de agora”.


“É um problema com muitos anos e que nunca foi resolvido. Mas não é igual a dizer que não existem médicos. Temos 300 médicos em prestação de serviço a assegurar funções importantes, como nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e nos helicópteros”, afirmou.


Em comparação com o ano anterior, Luís Meira disse que há no INEM mais 40 médicos em regime de prestação de serviço.


Mas o presidente do instituto reconhece que a “atratividade [do INEM] para um médico” é uma questão que “nunca foi resolvida” e garantiu estar a trabalhar com o Ministério da Saúde para tentar “consagrar a possibilidade de incentivos para fixar médicos”, de modo a minorar o recurso a contratação por prestação de serviço.


Sobre o aumento, medido em segundos, do atendimento das chamadas pelo INEM, Luís Meira garante que isso não tem reflexo na assistência médica pré-hospitalar, sublinhando que deve ser valorizado o tempo que demora o socorro a chegar às vítimas.


De 2016 para 2017 o tempo de demora de um meio do INEM a chegar ao local do socorro melhorou, disse o responsável, aumentando a percentagem de meios que chegou juntos das vítimas em menos de 15 minutos nas zonas urbanas e em menos de 30 minutos nas zonas rurais.


“Também estou preocupado com o aumento em segundos do tempo médio para atendimento em CODU”, admitiu, frisando, contudo, que “é mais importante garantir que os meios chegam junto de quem precisa o mais rapidamente possível”.



ARP/HN // HB

By Impala News / Lusa


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