“Há hoje consenso nacional” de arrependimento por não se ter avançado com aeroporto

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje acreditar que há “um novo consenso nacional” de arrependimento por não se ter avançado antes com um novo aeroporto internacional.

Sintra, Lisboa, 12 mai (Lusa) – O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje acreditar que há “um novo consenso nacional” de arrependimento por não se ter avançado antes com um novo aeroporto internacional.


“Hoje, creio, há um novo consenso nacional, arrependidos de não ter feito a tempo e horas aquilo que hoje já estamos numa luta para tentar recuperar, que é o país ter um novo aeroporto internacional com capacidade de dar resposta àquilo que é a oferta do turismo no nosso país”, afirmou António Costa, na inauguração do novo hotel do Grupo Vila Galé, em Sintra.


O aeroporto no Montijo tem sido uma das maiores reivindicações dos agentes do setor turístico.


Na quinta-feira, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, minimizou as conclusões de um relatório sobre os impactos ambientais na construção do futuro aeroporto do Montijo, referindo que “são ultrapassáveis e passíveis de ser mitigados”.


Na quarta-feira, uma notícia do Jornal de Negócios deu conta de que um Estudo de Impacte Ambiental para o futuro aeroporto do Montijo viabiliza o projeto, embora aponte alguns impactos na fauna e flora locais e sugira algumas medidas compensatórias.


Na quinta-feira, em declarações à agência Lusa, durante uma visita ao concelho de Sintra, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas manifestou-se confiante no sucesso do projeto, sublinhando que a opção do Montijo “é a melhor opção”.


“Este relatório não trouxe surpresas em relação ao que esperávamos. É uma infraestrutura que já serve de pista de aterragem [militar] e que, neste caso, terá uma mudança no seu uso, passando a ter também uma utilização por civis”, apontou o governante.


Sobre os alertas e sugestões deixadas por este estudo, Pedro Marques disse apenas que os impactos apontados “são limitados e capazes de ser mitigados”.


Entretanto, o governante adiantou que a concessionária do aeroporto, a ANA – Aeroportos de Portugal, já submeteu este relatório à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade a quem caberá emitir um parecer final sobre os impactos ambientais.


“Abre-se aqui um processo de avaliação e de consulta pública e esperemos que, no final do ano, a APA possa emitir uma declaração de impacto ambiental favorável”, perspetivou o ministro.


Para o governante, a opção no Montijo “é a mais eficiente” e a que “melhor servirá” a região de Lisboa e o país.


“Estamos confiantes no desenvolvimento deste processo para que a região de Lisboa e o resto do país não fiquem limitados no crescimento do turismo e da atividade económica por este constrangimento do aeroporto de Lisboa”, concluiu.



MSF (FYS/SO) // VAM


By Impala News / Lusa


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