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Greve de trabalhadores bancários com 100% de adesão em alguns serviços médicos

A adesão à greve de hoje dos trabalhadores dos Serviços de Assistência Médico-Social dos bancários atingiu os 100% nos serviços de urgência do hospital, adiantou uma fonte sindical.

Lisboa, 11 jan (Lusa) — A adesão à greve de hoje dos trabalhadores dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS) dos bancários atingiu os 100% nos serviços de urgência do hospital, adiantou uma fonte sindical.


Os trabalhadores do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) estão hoje em greve, encontrando-se concentrados junto ao Hospital SAMS e Centro Clínico, em Lisboa, onde às 11:00 deverão aprovar uma moção e fazer uma conferência de imprensa.


Em greve estão trabalhadores administrativos do sindicato até pessoal médico e enfermeiros que prestam serviço nos SAMS, o subsistema de saúde dos bancários que é gerido pelo sindicato dos bancários.


Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical Rui Marroni disse que em causa está a suspensão pelo sindicato das convenções coletivas de trabalho e degradação das condições de trabalho.


“Neste momento temos uma adesão a 100% nos serviços de urgência do hospital, onde estão a ser cumpridos os serviços mínimos pelos profissionais que estão escalados e no centro clínico, adesão é total no serviço de fisioterapia”, adiantou.


Rui Marroni salientou à Lusa que muitos trabalhadores têm dito que “foram trabalhar porque estão a recibo verde e contrato a termo e outros dizem estar a ser intimidados a comparecer ao trabalho”.


“Os motivos [da luta] têm a ver com a falta de negociação com o sindicato dos bancários. Desde 2011 que apresentaram uma proposta de denúncia das convenções coletivas que iniciamos as negociações. Estas decorreram regularmente até outubro de 2013 e depois disso deixaram de marcar reuniões e deixaram de marcar reuniões e pararam o processo negocial sem qualquer explicação”, explicou.


O dirigente sindical disse que em novembro os trabalhadores tiveram a informação de que tinha sido requerida a caducidade das convenções coletivas de trabalho, levando os trabalhadores a avançar para a greve.


“Esta situação revoltou e indignou os trabalhadores porque não faz qualquer sentido uma estrutura que é um sindicato estar a acabar com a contratação coletiva na sua instituição”, disse.


Rui Marroni adiantou ainda que os sindicatos enviaram, em outubro, um pedido de audiência à Comissão Parlamentar do Trabalho e da Segurança Social para denunciar estas situações, mas até agora não obtiveram qualquer resposta.


“Quero também chamar a atenção para o facto de estamos a assistir nos SAMS ao encerramento de unidades, o que não faz sentido depois de terem sido feitas obras de grande qualidade para depois encerrarem a urgência pediátrica, a clínica de Setúbal e várias consultas espalhadas pelo centro e sul do país, área do sindicato”, disse.


De acordo com Rui Marroni, foram evocados para o encerramento motivos relacionados com falta de rentabilidade e falta de utentes.


“Estranho porque há um ano o anterior presidente da comissão executiva que agora é ministro da Saúde dizia que tinha havido um acréscimo de utentes e a faturação tinha atingido números nunca atingidos e grande fluxo de pessoas aos serviços”, disse.


Os trabalhadores abrangidos pela greve são os afetos aos Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Sindicato dos Médicos da Zona Sul, Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde, Sindicato Nacional dos Profissionais Farmácia e Paramédicos e Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses.



DD (IM) // SB


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