Impala

Governo garante que Forte de Peniche não vai ser concessionado a privados na totalidade

O ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, garantiu que o Forte de Peniche não vai ser, na sua totalidade, concessionado a privados, assegurando que será respeitada a memória do espaço na luta contra a ditadura.

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***



Lisboa, 31 jan (Lusa) — O ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, garantiu hoje que o Forte de Peniche não vai ser, na sua totalidade, concessionado a privados, assegurando que será respeitada a memória do espaço na luta contra a ditadura.


“O que se vai fazer no Forte de Peniche será estudado por este grupo de trabalho. Quando se fala em concessionar monumentos a privados não é a sua totalidade, estamos a falar numa parte significativa de um monumento”, disse Luís Castro Mendes, em declarações aos jornalistas, no Ministério da Cultura.


O ministro agendou para hoje a primeira reunião do Grupo Consultivo do Forte de Peniche, presidido pela diretora-geral do Património, Paula Silva, que deverá apresentar uma proposta sobre os “usos possíveis para a fortaleza” nos próximos três meses.


À entrada para a reunião, Luís Castro Mendes frisou que o grupo irá procurar uma solução que “satisfaça o dever de memória” que todos têm sobre a fortaleza de Peniche.


“Vamos procurar que seja uma boa solução, que satisfaça o dever de memória que temos em relação a Peniche. Àquilo que representa na memória na luta contra a ditadura. Esse espaço memorial e de testemunho de memória terá de ser assinalado e consagrado num espaço museográfico e monumental”, garantiu o ministro.


Luís Castro Mendes avançou que apesar do projeto de Peniche ter sido retirado do programa Revive será trabalhada a sua revitalização numa articulação “entre a dimensão monumental histórica e de testemunho”, com a utilização do espaço público e a criação de espaços públicos na zona circundante, não esquecendo a questão da sustentabilidade e rentabilização dos espaços.


Num relatório sobre o estado de degradação da fortaleza de Peniche, a que a agência Lusa teve acesso no final de 2016, a autarquia estimava em 5,5 milhões de euros intervenções consideradas urgentes para pôr face ao avançado estado de degradação e evitar a eventual ruína, “que já se verifica ou está iminente”, de partes da Fortaleza, afetas à antiga prisão política até abril de 1976, que estão fechadas e devolutas há várias décadas.


Os técnicos municipais apontavam para a reabilitação integral de três pavilhões, dois dos quais estão fechados e devolutos, com obras em toda a sua estrutura, mas também na estabilização da muralha e reparação de espaços exteriores.


A fortaleza e as muralhas de Peniche estão desde 1938 classificadas como monumento nacional.


A Fortaleza de Peniche foi uma das prisões do Estado Novo, de onde se conseguiram evadir diversos militantes, entre os quais o histórico secretário-geral do PCP Álvaro Cunhal, em 1960, protagonizando um dos episódios mais marcantes do combate àquele regime ditatorial.



RCP (FYC) // MLS

By Impala News / Lusa


RELACIONADOS

Governo garante que Forte de Peniche não vai ser concessionado a privados na totalidade

O ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, garantiu que o Forte de Peniche não vai ser, na sua totalidade, concessionado a privados, assegurando que será respeitada a memória do espaço na luta contra a ditadura.