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Fundo Global de Combate à Sida, Tuberculose e Malária reduz fundos a Cabo Verde

O Fundo Global para o combate à Sida, Tuberculose e Malária vai reduzir o montante disponibilizado a Cabo Verde para a luta contra estas doenças, disse o responsável do Comité de Coordenação de Combate à Sida (CCS-Sida).

Praia, 27 jan (Lusa) – O Fundo Global para o combate à Sida, Tuberculose e Malária vai reduzir o montante disponibilizado a Cabo Verde para a luta contra estas doenças, disse hoje o responsável do Comité de Coordenação de Combate à Sida (CCS-Sida).


Segundo Artur Correia, citado pela agência cabo-verdiana de notícias Inforpress, até 2017 o Fundo Global vinha disponibilizando 3,6 milhões de euros para dois anos, montante que irá manter-se, mas que servirá para cobrir o triénio 2018-2020.


“Estamos num contexto de redução progressiva de financiamento por parte do Fundo Global”, disse Artur Correia, sublinhando Cabo Verde terá os mesmos recursos para gerir em três anos em vez de dois.


Assinalou também a exigência do Fundo Global para que seja aumentada a comparticipação do país nos programas de combate à Sida, tuberculose e paludismo (malária).


O responsável falava hoje, na cidade da Praia, no final da primeira reunião ordinária da Instância Nacional de Coordenação (INC) para o Fundo Global.


Segundo Artur Correia, este cenário vai “obrigar a uma engenharia financeira” para encontrar novas fontes de financiamento, mobilizar recursos a nível interno, mas também aumentar a comparticipação de outros parceiros, nomeadamente as Nações Unidas e o Brasil.


Apesar da diminuição do montante, Artur Correia garantiu que Cabo Verde vai manter a estratégia de combate a estas doenças por se revelar eficaz.


A reunião serviu para aprovar a distribuição do montante proposto pelo Fundo Global, o novo mecanismo de financiamento para Cabo Verde e a proposta da recondução do Secretariado Executivo da CCS-Sida como gestor dos fundos disponibilizados.


O Fundo Global é uma parceria público-privada, criada em 2002 para captar e desembolsar recursos para a prevenção e tratamento do HIV/Sida, tuberculose e malária.


A parceria congrega governos, sociedade civil, setor privado e comunidades afetadas e é o principal financiador de programas de combate à HIV/Sida, tuberculose e malária em 150 países.



CFF // EL

By Impala News / Lusa


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