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Festival Eurosonic vai ser “ponto de viragem na música portuguesa” – Nuno Saraiva

A escolha de Portugal como país em destaque no festival Eurosonic, na próxima semana, na Holanda, vai ser “um claro ponto de viragem na música portuguesa”, afirmou à agência Lusa Nuno Saraiva, responsável da plataforma Why Portugal.

Lisboa, 06 jan (Lusa) – A escolha de Portugal como país em destaque no festival Eurosonic, na próxima semana, na Holanda, vai ser “um claro ponto de viragem na música portuguesa”, afirmou à agência Lusa Nuno Saraiva, responsável da plataforma Why Portugal.


“Vamos conseguir atualizar a imagem de Portugal perante 4.500 profissionais de todos os festivais de topo na Europa e até de fora dela. Vai ser um momento onde vamos encetar uma nova era de conhecimento desses programadores do que é o nosso panorama atual de nova música portuguesa”, sublinhou.


O festival Eurosonic Noorderslag vai decorrer de 11 a 14 de janeiro, em Groningen, na Holanda, e é apresentado como uma plataforma de divulgação da música europeia, com concertos, conferências e encontros entre agentes da indústria musical de todo o mundo.


Este ano, Portugal é o país em destaque, o que significa a presença em Groningen de 21 artistas e grupos portugueses – escolhidos pela organização – que vão atuar para profissionais do setor.


Entre os escolhidos estão, por exemplo, Best Youth, DJ Firmeza, Dj Ride, First Breath After Coma, Gisela João, Glockenwise, Rodrigo Leão, Throes + The Shine e Marta Ren & the Groovelvets.


De acordo com Nuno Saraiva, a Groningen deverá rumar cerca de uma centena de profissionais ligados à música portuguesa, a par de músicos, agentes e promotores, para fomentar a internacionalização do que se faz em Portugal.


“É uma oportunidade de não só ter uma mostra de mais de vinte artistas portugueses, mas também ter uma interação das conferências, dos nossos ‘managers’, agentes, programadores de festivais, é um ‘music exchange’ e é um fomento de negócios que inclui todos os subsetores do ‘cluster’ da música”, disse Nuno Saraiva à Lusa.


A plataforma Why Portugal, que reúne informação ‘online’ sobre a música portuguesa, foi criada em 2016 com o objetivo inicial de facilitar e agilizar a participação de artistas portugueses em eventos internacionais como o Eurosonic, mais virado para profissionais.


Nuno Saraiva, um dos rostos desta plataforma, disse à Lusa que, ao longo dos últimos meses, com a presença noutros eventos como o festival alemão Reeperbahn e o norte-americano South by Southwest (SXSW), o papel da Why Portugal também mudou.


“Tornou-se o ‘export office’ para a música portuguesa e por isso vai continuar”, rematou.


Para os próximos meses, a Why Portugal deverá estar presente em eventos como o Atlantic Music Expo, em Cabo Verde, o SXSW (EUA), a Womex (este ano na Polónia), o Reeperbahn e, possivelmente, o Great Escape, no Reino Unido.


No Eurosonic vão atuar os :papercutz, a dupla Beatbombers e também DJ Ride a solo, os Best Youth, DJ Firmeza, Emmy Curl, First Breath After Coma, Gisela João, Glockenwise, Holy Nothing, Marta Ren & the Groovelvets, Memória de Peixe, Moonshiners, NEEV, noiserv, Octa Push, Rodrigo Leão, Sam Alone and the Gravediggers, The Almost Perfect Dj, The Gift, The Happy Mess, Throes + The Shine e We Bless This Mess.


A par dos concertos, em vários pontos da cidade holandesa, no Eurosonic estará presente um espaço que funcionará como ponto de encontro potenciador de negócios, numa parceria entre a Why Portugal e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).


Estão previstos ainda dois debates sobre o setor da música portuguesa, com a presença, entre outros, de Pedro Coquenão (Batida), Márcio Laranjeira (Lovers & Lollypops) e José Eduardo Martins (Ritmos).



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